SIMÃO, O CAOLHO (Nacional) – 1952

“Simão, o Caolho” (Brasil) – 1952
COMÉDIA – NACIONAL
DIREÇÃO: Alberto Cavalcanti
IMDb: 5,5 http://www.imdb.com/title/tt0184905/

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FILME NACIONAL – REUPADO

Postado por Flavius Belisarius

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Formato: Avi
Qualidade: Regular
Tamanho: 943 MB
Duração: 95 min.
Legendas: S/L
Áudio: Português
Servidor: Mega (dividido em 5 partes)
Uploader: Flavius Belisarius

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Parte 1: SIMÃO, O CAOLHO

Parte 2: SIMÃO, O CAOLHO

Parte 3: SIMÃO, O CAOLHO

Parte 4: SIMÃO, O CAOLHO

Parte 5: SIMÃO, O CAOLHO

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Em 1951, o jornalista e escritor Galeão Coutinho morre em um acidente aéreo. Profundo observador de sua época, era conhecido por seu talento de cronista e por sua escrita ferina. Alfredo Palácios, à frente da Cinematográfica Maristela, decide então homenagear Coutinho, produzindo um filme baseado nas crônicas de um de seus personagens mais famosos, reunidas no livro Memórias de Simão, o caolho, de 1937. A adaptação foi entregue ao escritor e roteirista Miroel Silveira e ao radialista Oswaldo Moles, enquanto o diretor escolhido foi Alberto Cavalcanti, retornando ao país após uma sólida carreira no cinema europeu. O papel-título ficou com o ator cômico Mesquitinha.

Rodado em 1952, o filme se inicia ambientado 20 anos antes, em uma São Paulo ainda provinciana. É nesse cenário que conhecemos Simão, homem franzino, galanteador e dominado pela esposa Marcolina (Raquel Martins). O patético personagem é um clássico do humor brasileiro, mimetizado e reciclado em diversos programas populares da rádio e da TV. É um homem oprimido, sem liberdade nem dinheiro, e que – simbolicamente ou não – lamenta a falta que lhe faz um olho. Vê e vive pela metade. Seu sonho é que o amigo inventor Santo (Carlos Araújo) desenvolva um invento que lhe restitua a visão por inteiro. Sua válvula de escape é tomar café com os amigos no boteco da esquina, enquanto joga charme – sem sucesso – para a atendente da “charutaria”, como se dizia na época.

Para mudar, era preciso uma revolução. O que de fato acontece quando São Paulo se insurge contra Getúlio Vargas – mas, assim que as bombas estouram à porta do boteco, Simão finge que não vê e se esconde atrás do balcão. A Revolução muda São Paulo, mas não muda Simão.

Um corte de 20 anos transfere a ação para 1952, período em que a capital paulista vive a euforia da urbanização, da industrialização e do enriquecimento. Assim, não é de se estranhar, nesta sequência, a influência do estilo de montagem consagrado pelo Realismo Russo, décadas antes.

São cortes rápidos e enquadramentos grandiosos que visam exaltar a nova realidade majestosa que vem para ficar. A cidade se agiganta e Simão se apequena, atropelado por hordas de paulistanos apressados (sim, já naquela época) que tomam seus tradicionais cafezinhos se acotovelando nos balcões. A moça da charutaria não é mais a mesma: há uma nova funcionária, ainda mais moça, praticamente uma menina, sinalizando as novas oportunidades de emprego que se abriam na capital paulista.

Assim como a cidade, o filme também dá uma guinada e se transforma em valioso documento histórico e rica crônica social da cidade. Na vila operária onde mora Simão, observam-se as várias faces da identidade paulistana. A vizinhança grita com sotaque italianado (destaque para a atriz Nair Bello em um pequeno papel), o xaxado nordestino invade as rádios e uma moradora negra difunde a cultura religiosa africana. São Paulo se consolida como a metrópole de todos, nesse bairro que dialoga com as vilas operárias dos filmes que Mazzaropi fez na Vera Cruz, na mesma época.

Para Simão, ainda caolho, resta a esperança de explorar uma incrível “mina de matéria plástica”. E o sonho. Sempre restará o sonho. O filme estreou em 1º de dezembro de 1952 com grande sucesso de público. Recebeu o prêmio de melhor direção da Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos e mais três prêmios Saci: direção, ator coadjuvante (para Cláudio Barsotti) e melhor adaptação.

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*Mesquitinha – Simão
*Rachel Martins – Marcolina
*Carlos Araújo- O Santo
*Iara de Aguiar – Conchetta
*Sonia Coelho – Moreninha
*Cláudio Barsotti – Raul
*Oswaldo de Barros

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