FRANKENSTEIN (Tri Áudio) – 1931

FRANKENSTEIN – 1931
HORROR – SCI-FI
DIREÇÃO: James Whale
ROTEIRO:John L. Balderston, Mary Shelley
IMDb: http://www.imdb.com/title/tt0021884/

BRRIP – 1080P – TRI ÁUDIO – RMZ + VERSÃO REDUZIDA + LIVRO “FRANKENSTEIN OU O MODERNO PROMETEU” DE MARY SHELLEY EM PORTUGUÊS + HQ CLÁSSICOS DO PAVOR N° 05 “FRANENSTEIN” EM PORTUGUÊS

“LINKS ATUALIZADOS”

Postado por Don Costa & Johnahex

 

DADOS DA VERSÃO MAIOR

Formato: MKV
Qualidade: BRRip 1080p (1456 x 1080), 4:3, AVC, 23976 fps, 7913 kbps
Tamanho: 4,17 GB
Duração: 70 min.
Legendas: Português / Inglês (Selecionáveis)
Áudio 01: Dublagem Clássica AIC – RMZ (48,0 KHz, AC3, 2 canais, 192 kbps)
Áudio 02: Redublagem Double Sound – RMZ (48,0 KHz, AC3, 2 canais, 192 kbps)
Áudio 03: Inglês (48,0 KHz, AC3, 2 canais, 192 kbps)
Servidor: Mega (Dividido em 18 partes)
Crédito da Dublagem Clássica AIC: Johnahex
Upload e Remasterizador: Don Costa

DADOS DA VERSÃO REDUZIDA

Formato: MKV
Qualidade: BRRip 1080p (1456 x 1080), 4:3, AVC, 23976 fps, 1500 kbps
Tamanho: 1,02 GB
Duração: 70 min.
Legendas: Português / Inglês (Selecionáveis)
Áudio 01: Dublagem Clássica AIC – RMZ (48,0 KHz, AC3, 2 canais, 192 kbps)
Áudio 02: Redublagem Double Sound – RMZ (48,0 KHz, AC3, 2 canais, 192 kbps)
Áudio 03: Inglês (48,0 KHz, AC3, 2 canais, 192 kbps)
Servidor: 4hared (Dividido em 05 partes)
Crédito da Dublagem Clássica AIC: Johnahex
Upload e Remasterizador: Don Costa

 

LINKS

LINKS DA VERSÂO MAIOR (PASTA DO MEGA):DOWNLOAD

LINK DA VERSÃO REDUZIDA:
PCLOUD – 5 PARTES

LINK DO LIVRO (PDF) (5,31 MB):MEOCLOUD

LINK DA HQ “CLÁSSICOS DO PAVOR” N° 05 – FRANKENSTEIN (CBR) (29 MB) POR JOHNAHEX:MEOCLOUD

SENHA PARA TUDO: teladecinema.net

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AMOSTRA DE DUBLAGEM AIC:

AMOSTRA DE DUBLAGEM DOUBLE SOUND – RIO:

 

EM CASO DE ARQUIVO CORROMPIDO:

Atualmente eu envio meus arquivos com dados para recuperação embutidos nos mesmos, para poderem ser recuperados em caso de erros durante o download. Esse sistema de recuperação repara pequenos erros em arquivos corrompidos, deixando-os em condições de serem descompactados.
Para executar essa recuperação faça o seguinte:
Abra somente a parte corrompida no winrar. Digamos que seja, por exemplo, a parte 02 do arquivo menor.
Clique na aba “Ferramentas” e depois em “Recuperar arquivos”.
Selecione o local para salvar o arquivo e clique em “Ok”.
Aguarde o final do processo. O programa criará um arquivo recuperado com um nome semelhante à esse: “fixed.Fkt1931BD1080TÁRMZDCJVR.part2.rar”.
Exclua a parte 02 original com problemas, renomeie esse arquivo recuperado para “Fkt1931BD1080TÁRMZDCJVR.part2.rar” e coloque-o na mesma pasta com as demais partes.
Descompacte normalmente. Geralmente essa ação resolve o problema.
Quando tiver algum problema com arquivos compactados no futuro, tente recuperá-los dessa forma. Lembrando que esse método de correção só funciona se o arquivo for criado com esses dados de recuperação embutidos e se os problemas com os arquivos forem pequenos.
Caso o problema persista, faça novamente o download dessa parte, evitando utilizar a internet para qualquer outra coisa durante o download. Se mesmo assim o erro persistir, avise-nos que eu upo a parte problemática novamente.
Abraços.

Informações do arquivo:

Foram gerados dois arquivos para esta postagem. Um maior com 4,17 Gb e outro menor com 1,02 Gb. Ambos têm três áudios e a única diferença entre eles é a bitragem de vídeo. As qualidades das imagens são muito parecidas, porém as diferenças ficam evidentes quando assistidas lado a lado em uma tv de alta definição. Para quem tem equipamentos de ponta, recomendo que baixe o arquivo maior. Também envio o livro com o romance de Mary Shelley em português.

Frankenstein – ou o Moderno Prometeu:

O livro com o conto original da escritora mostra uma história bem mais complexa que a apresentada no filme. O cientista Victor Frankenstein abandona a criatura assim que ela é concebida, horrorizado com sua aparência. O monstro, então, tem de aprender sozinho tudo sobre o mundo, sobre a vida e sobre sua própria existência. Mesmo tendo de se esconder por sua aparência, ele se torna culto e articulado, embora frágil sentimentalmente, partindo em busca de seu criador a fim de que este lhe fizesse uma companheira para atenuar a sua vida solitária. Diante da recusa de Victor, a criatura passa a matar todos aqueles por quem seu criador nutre algum sentimento, fazendo com que ele experimente de sua própria solidão. Não há final feliz nesta história original. O livro está em português e no formato PDF.

HQ Clássicos do Pavor n.º 05 “Frankenstein” (por Johnahex):


Lançada pela Marvel em 1976, essa HQ chegou ao Brasil pela antiga editora Bloch no ano seguinte e contém um roteiro bem próximo ao conto original de Mary Shelley. A revista fazia parte de uma série de terror em quadrinhos chamada Capitão Mistério. Este número apresenta duas histórias clássicas: “Frankenstein” e uma curta adaptação de “O Retrato de Dorian Gray” de Oscar Wild. A HQ está em português e no formato CBR, necessitando de um programa específico para ser visualizado, como o Comic Book Reader ou CDisplay.

Mary Shelley

Mary Wollstonecraft Godwin nasceu em 1797 e faleceu em 1851 deixando apenas um filho e várias obras publicadas, porém, é geralmente lembrada por uma única obra de grande sucesso intitulada: Frankenstein.

Mary Shelley era filha de Mary Wollstonecraft, considerada uma das primeiras feministas e que, infelizmente, morreu dez dias após o nascimento da filha. Ela ficou conhecida pela publicação das obras “A Reivindicação dos Direitos da Mulher (1792)” e “Os Erros da Mulher”. O pai de Mary Shelley, William Godwin, era jornalista, escritor e teórico anarquista, considerado o precursor da filosofia libertária. Publicou a obra “Uma Investigação Concernente à Justiça Política” (1793) que o tornou famoso e mais algumas obras dentre as quais destacamos “As Coisas Como São” e “As Aventuras de Caleb Williams” (1794).

Como boa filha de seus pais, Mary publicou seu primeiro poema aos dez anos de idade e aos dezesseis, ousadamente, fugiu de casa para viver com Percy Bysshe Shelley, apenas cinco anos mais velho, mas já bastante famoso poeta romântico que se casara há apenas cinco anos antes com Harriet Westbrook com quem tivera dois filhos. Após o suicídio de Harriet, Mary e Percy se casaram, em 1816 e Mary adotou o sobrenome de seu marido passando a se chamar de Mary Wollstonecraft Shelley.

A fuga de ambos os levou a se encontrar com Lord Byron em Genebra, na Suíça, com quem manteriam bastante contato e que teria sido o responsável por instigar Mary a escrever sua obra mais famosa. Segundo a história, Mary e Percy Shelley, Claire Clairmont e Lord Byron estavam em mais uma de suas reuniões quando Byron propôs a Mary que escrevesse a mais terrível história que pudesse. Encorajada por Percy, um ano depois Mary publicaria sua obra intitulada “Frankenstein, ou Moderno Prometeus” (título completo) com um prefácio, não assinado, dele mesmo e que lograria enorme sucesso.

Mas, ao contrário do que muitos podem afirmar, e do que se tornaram os filmes que, mais tarde, tentariam reproduzir a belíssima história de Mary Shelley, Frankenstein não é uma história de terror. Frankenstein fala da história de um cientista (Victor Frankenstein) que obcecado por tentar recriar a vida, fica horrorizado ao ver que cometera um erro. Em uma certa parte do livro ele chega a refletir sobre sua responsabilidade sobre o que fizera e a criatura à quem dera a vida, e o quão errada é a busca cega pelo conhecimento.

Em 1822, porém, Mary perderia Percy que morreu afogado na baía de Spezia, próximo a Livorno (Itália). Mary então voltou para a Inglaterra e dedicou-se a publicar as obras de seu marido, sem contudo, deixar de escrever.

Algumas obras de Mary Shelley foram “Faulkner” (1937), “Mathilde” (publicada em 1959), “Lodore” (1835), “Valperga” (1823) e “O Último Homem” (1826), considerada pela crítica como sua melhor obra e que teve grande influência sobre a ficção científica. Em “O Último Homem” Mary conta a história do fim da civilização humana e sua destruição por uma praga.


A escritora Mary Shelley e a raríssima primeira edição de sua obra mais famosa.

Informações do filme:

O monstro nesse filme não se assemelha fisicamente ao personagem do livro de Mary Shelley. Foi o Designer Maquiador Jack P. Pierce, que surgiu com inovações como a cabeça do monstro plana no topo, os eletrodos no pescoço, as pálpebras caídas, e o terno desalinhado. Quase todos os filmes de Frankenstein feitos após este, apresentam essas mesmas anormalidades físicas , tal foi o impacto causado pelo trabalho de make-up de Pierce. O design do monstro criado por Jack P. Pierce está sob copyright (detenção dos direitos autorais) da Universal até o ano 2026, e licenciado pela Universal Studios Licensing, Inc.


O personagem original do livro de Mary Shelley assemelha-se mais à caracterização de Robert De Niro na refilmagem de 1994.


Horas de trabalho diário com maquiagem criaram um dos mais icônicos personagens do história do cinema.

A maquiagem de Boris Karloff levava quatro horas a cada dia para ser aplicada por Jack P. Pierce, e seu traje pesava 22 kilos no calor desconfortável do verão. Os sapatos da criatura pesavam quase 6 kilos cada. O resultado causou espanto até nos colegas de elenco. Enquanto se preparava para filmar a cena em que o monstro ataca Elizabeth, Mae Clarke admitiu a Boris Karloff que ela estava preocupada que quando o visse com a maquiagem completa vindo em sua direção, ela pudesse ficar realmente assustada. Karloff disse a ela que, durante a cena, ele iria mexer o dedo mindinho fora da vista da câmera para que, apesar da maquiagem horrível, ela sempre pudesse ver seu amigo Boris acenando para ela, deixando-a segura. De fato, é possível ver o mindinho direito do ator curvado durante tal cena.


A pesada maquiagem dificultava até as tarefas mais simples como fumar ou tomar um chá. E Karloff ficava com ela o dia inteiro.

Durante a produção, houve alguma preocupação de que a atriz Marilyn Harris de sete anos de idade, que interpretou Maria, a menina jogada no lago pela criatura, ficaria excessivamente assustada com a visão de Boris Karloff caracterizado como monstro quando chegasse a hora de filmar a cena. Quando o elenco foi reunido para ir até o local, Marilyn saiu correndo de seu carro diretamente até Karloff, que estava com plena maquiagem e figurino, pegou sua mão e perguntou: “Posso ir com você?” Encantado, e na forma típica de Karloff, ele respondeu: “pode sim, querida?” Ela, então, foi para o local da cena com “O Monstro”, onde ficaram brincando por algum tempo até o início das filmagens.


A pesada maquiagem dificultava até as tarefas mais simples como fumar ou tomar um chá. E Karloff ficava com ela o dia inteiro.

Nesta cena, o monstro (Boris Karloff) anda através da floresta e encontra uma menina, Maria, que está jogando flores em uma lagoa a fim de vê-las flutuarem. O monstro se junta à ela na atividade, mas logo fica sem flores. Em busca de algo para jogar na água, ele olha para Maria e se move em sua direção. Em todas as versões americanas do filme, a cena termina aqui. Mas como filmado originalmente, a ação continua e mostra o monstro agarrando Maria e arremessando-a para dentro do lago para, em seguida, ficar completamente confuso quando Maria não consegue flutuar como as flores fiziam. Este trecho foi excluído porque os censores contestaram o fim violento da menina. A cena é restaurada somente na reedição do DVD. O filme também foi proibido no Kansas, EUA, no dia de seu lançamento original, alegando que ele exibia “crueldade e tendia a desvalorizar a moral”. A atriz Marilyn Harris tinha feito várias tomadas da cena do afogamento, nenhuma das quais agradou ao diretor. Era necessário que ela afundasse, mas ela não sabia como. Nas primeiras tomadas, ela realmente flutuou como o Monstro imaginou que ela faria. Embora molhada e cansada, ela concordou em fazer uma última tomada da cena, a que aparece no filme acabado, depois do diretor James Whale prometer-lhe qualquer coisa que ela quisesse se a tomada fosse feita. Ela pediu uma dúzia de ovos cozidos, seu petisco favorito. Whale foi generoso. Deu-lhe duas dúzias. O comentário do DVD para o filme sugere que Harris não era realmente uma boa nadadora, dizendo que ela só tinha um par de aulas de natação antes das filmagens e que nunca tinha mergulhado sob a água permanecendo submersa antes.


O final da cena acima permaneceu censurada nos EUA por mais de 60 anos. .

Um microfone foi colocado no caixão usado na cena do funeral para amplificar o som da terra batendo na tampa.

Boris Karloff foi considerado um ator tão desconhecido pela Universal que ele não foi convidado para a premier do filme em 06 de dezembro.

O ator Edward Van Sloan, que interpretou o Dr. Waldman no filme, apareceu na gravação de teste, agora perdida, com Bela Lugosi como “o monstro”. Em uma entrevista realizada pouco antes de sua morte, Van Sloan lembrou-se de que a composição de Lugosi se assemelhava à “O Golem”, com uma grande peruca e “uma pele semelhante à argila polida.” Infelizmente, esse filme dirigido por Robert Florey e gravado nos sets de Drácula (1931), não tem sido visto desde 1931 e agora é considerado perdido. Apenas um cartaz, cujo colosso de 10 metros de altura mostrado possui uma vaga semelhança com Bela Lugosi, ainda existe.


O ator húngaro Bela Lugosi e o personagem “Golem”, cuja aparência se assemelharia à sua maquiagem no teste para Frankenstein.


Reprodução do único cartaz produzido para Bela Lugosi como Frankenstein.

A escolha do elenco foi bem complicada. Aqueles primeiramente considerados para os papéis incluíam Leslie Howard como Henry Frankenstein e Bette Davis como Elizabeth. O diretor James Whale insistiu em Colin Clive para o papel de Henry. Originalmente, Bela Lugosi foi escolhido para interpretar o Dr. Frankenstein, mas depois que os produtores o acharam inadequado para o papel, ele foi “rebaixado” para interpretar o monstro, a fim de manter o seu nome, bem conhecido, ligado ao projeto e aos materiais promocionais. No entanto, o personagem do Monstro era simplesmente um assassino sem qualidades humanas. Lugosi teria reclamado, “_Eu era uma estrela no meu país e eu não vou ser um espantalho por aqui!” E deixou o projeto quando James Whale entrou em cena para substituir o diretor Robert Florey. A desistência de Lugosi – uma decisão de que veio a se arrepender profundamente – causou um grande problema para a produção, pois isso ocorreu após o início das filmagens. Como a confecção dos créditos era complicada e demandava tempo, a lista de abertura destes créditos na tela indicava “O Monstro” como interpretado por um ponto de interrogação, já que ninguém sabia quem o interpretaria naquele momento. Somente nos créditos finais, é revelado que Boris Karloff interpretou o papel central.


Créditos iniciais (no alto) e créditos finais (acima). Indefinição do elenco gera uma curiosidade na produção do fime.

Feito nos primórdios da sonorização cinematográfica, “Frankenstein” criou alguns efeitos sonoros que serviriam de base para vários outros filmes. Porém, nada supera o efeito utilizado para criar o som do trovão na cena da tempestade no castelo. Esse efeito sonoro surgiu neste filme e é, simplesmente, o som mais utilizado na história das artes audiovisuais. Ainda hoje, filmes, seriados, desenhos e até peças teatrais utilizam o mesmíssimo efeito sonoro em suas produções. Supera com folga o segundo mais utilizado, que é o som da campainha dos aparelhos telefônicos, até devido aos avanços tecnológicos que modificaram tais aparelhos, alterando o som da campainha.

Depois de trazer o monstro à vida, Dr. Frankenstein proferiu a famosa frase: “Agora eu sei o que é ser Deus!” O filme foi originalmente lançado com esta linha de diálogo, mas quando foi relançado no final dos anos 30, os censores exigiram que a frase fosse removida, alegando que era uma blasfêmia. Um forte trovão foi incluído na trilha sonora para cobrir a frase. O diálogo foi parcialmente restaurado no lançamento em vídeo, mas uma vez que nenhuma gravação decente do diálogo tinha sido encontrada, ele ainda aparece ilegível e indistinto. Mas a última restauração feita em 2008 corrigiu o problema. Uma gravação limpa dessa frase foi encontrada em um disco Vitaphone (semelhante a um grande registro fonográfico). A tecnologia moderna de áudio teve de ser utilizada para inserir o diálogo de volta para o filme sem qualquer alteração detectável na qualidade de áudio. Esse áudio restaurado é o que está na postagem.


A polêmica frase “Agora eu sei o que é ser Deus!” foi restaurada, deixando novamente a obra intacta.

De acordo com o programa da rede TLC “Hunt for Amazing Treasures” um cartaz de folha única dos seis feitos para o lançamento original de 1931, mostrando Karloff como o monstro ameaçando Mae Clarke, vale, pelo menos, U$ 600.000,00 e é, possivelmente, o pôster de filme mais valioso no mundo. A única cópia conhecida (original) é de propriedade de um colecionador particular.


Reprodução de um cartaz original do filme, tido como o mais valioso do mundo.

A imagem popular do monstro de Frankenstein como tendo a pele verde era originária deste filme. Jack P. Pierce aplicou uma maquiagem cinzento-verde para a pele do monstro, que apareceu como um tom de cinza pálido no filme em preto e branco. Essa cor contrasta com as tonalidades de cinza dos caracteres normais no filme. A única exceção foi o uso de uma cor muito mais escura no braço exposto do Monstro – representando carne morta enegrecida – antes de ser trazido à vida.


Raríssima imagem colorizada, num momento de pausa do ator, mostrando a tonalidade real da maquiagem do monstro.

O nome de Mary Shelley é dada nos créditos iniciais como Sra Percy B. Shelley. Este tipo de informação pode ter contribuído para que muitas pessoas naquele tempo atribuíssem a criação do romance ao marido da escritora, Percy B. Shelley.


O machismo reinante no início do século passado dificultava a divulgação dos nomes das escritoras e outras artistas.

A frase “Está vivo! Está vivo!” foi votada como a 49º citação de filme mais lembrada pelo American Film Institute, de um total de 100 citações.

Boris Karloff é considerado um caso de início de protagonismo tardio em Hollywood. “Frankenstein” (1931) estreou quando ele tinha 44 anos e antes disso ele só tinha feito pequenos papéis em várias produções, na maioria das vezes sem ser creditado.


Boris Karloff (no alto) e seu primeiro personagem de sucesso (abaixo, durante uma pausa) aos 44 anos.

Ken Strickfaden, que criou todos os efeitos elétricos para o filme, também foi o dublê de Boris Karloff durante as sequências que mostraram os milhares de volts jogando as faíscas sobre seu corpo. As mesmas máquinas foram usadas mais tarde na comédia “O Jovem Frankenstein” (1974), e o diretor Mel Brooks deu à Strickfaden o crédito que ele não recebeu por “Frankenstein”.


Kane Richmond e Ken Strickfaden nas filmagens de “The Lost City” (1935). Especialista em efeitos especiais não foi creditado em “Frankenstein”.

O personagem principal do livro de Mary Shelley, Dr. Victor Frankenstein, foi rebatizado como Henry porque foi decidido que Victor iria soar muito “grave” e “hostil” para o público americano na época. Assim, no filme, o primeiro nome do Dr. Frankenstein é Henry, enquanto o nome do seu melhor amigo é Victor Moritz. No romance, o nome do cientista é Victor Frankenstein, enquanto seu melhor amigo é chamado de Henry Clerval.

Edward Van Sloan (Dr. Waldman) também faz uma aparição sem créditos como ele mesmo no prólogo do filme, a fim de alertar o público do que se segue.

De acordo com o historiador de cinema Gregory Mank, James Whale estava com ciúmes da atenção que o monstro de Boris Karloff estava recebendo durante a produção e vingou-se fazendo com que ele carregasse o ator Colin Clive subindo a montanha até o moinho em mais tomadas do que as necessárias. Clive se sentiu mal pelo seu amigo e sugeriu que um boneco fosse usado em seu lugar. Whale recusou, e Karloff continuou a ter de transportar o corpo de Clive sucessivas vezes.


James Whale e Boris Karloff nas locações. Apesar dos atritos, ambos cultivaram uma grande amizade.

O método utilizado para dar vida à criatura nunca é discutido no romance de Mary Shelley. No livro, Frankenstein, narrando, se recusa a revelar como ele fez isso para que ninguém pudesse recriar suas ações. No entanto, o uso de um raio para ressuscitar o monstro tornou-se a metodologia aceita e aparece em praticamente todos os filmes desde “Frankenstein”. Também no livro, Frankenstein constrói e anima o monstro no que é essencialmente seu dormitório. A Universal decidiu criar o laboratório em um castelo com todos os equipamentos elétricos, e isso é o que a maioria do público, agora, associa com a criação do monstro.


O cenário criado pela Universal é outra imagem que ficou intimamente ligada ao personagem após o filme.

John Carradine recusou o papel do monstro porque ele se considerava demasiadamente talentoso para ser reduzido à um intérprete de monstros.

Carl Laemmle Jr. ofereceu à James Whale uma lista de mais de 30 adaptações cinematográficas para que ele pudesse escolher alguns para dirigir. Whale disse que escolheu filmes de terror porque ele queria fugir da imagem de “diretor de filmes de guerra” que ele adquiriu com os filmes anteriores. Ironicamente, Whale é, agora , muito mais lembrado por seus quatro filmes de terror.


James Whale (à direita), dirigindo o que seria, talvez, sua obra mais famosa.

De acordo com o The People’s Almanac, em um ponto do filme foi incluído uma linha de diálogo que dá um nome ao monstro: Adam. O Almanaque indica que uma versão inicial deste filme pode ter sido, de fato, lançada com a tal cena, mas que foi cortada quando o público começou a se referir ao monstro pelo nome Frankenstein. Até hoje as pessoas confundem o nome do cientista com o monstro que, originalmente, nunca recebeu um nome.

O que são comumente chamados de parafusos no pescoço do monstro, são na realidade, eletrodos.

Alguns dos cenários tinham sido originalmente construídos para o filme do diretor Paul Leni “O Gato e o Canário” (1927), que a Universal havia produzido quatro anos antes, mas que não foram utilizados nele.


Cena de “O Gato e o Canário” (1927). Reaproveitamento de cenários gera economia para os estúdios.

O período de tempo e o local em que se passa o filme nunca são mencionados e têm sido objeto de debate contínuo. Os dispositivos eletrônicos neste filme e suas sequelas sugerem um período de tempo do final dos anos 1800, mas, na verdade, Mary Shelley escreveu o livro no início de 1800. Os nomes dos personagens e locais parecem ser, principalmente, de origem alemã, mas os atores são, na sua maioria, britânicos e falam com sotaque britânico.

“Frankenstein” (1931) tecnicamente não foi concebido como um filme de “horror”, uma vez que o termo “horror” como um gênero de filme foi usado pela primeira vez em 1934.

No roteiro original, Henry Frankenstein morreria na sua queda do moinho. Quando a Universal decidiu por um final feliz, Colin Clive estava na Inglaterra, e então um dublê foi usado para a cena filmada à distância, que mostra o personagem se recuperando em sua cama, com sua noiva ao seu lado. Apesar de não ser creditado, muitos acreditam que o dublê em questão foi Robert Livingston que viria a se tornar um astro dos filmes de faroeste.


Decisão por um final feliz requereu um dublê para substituir o ator que já estava na Inglaterra. Seria Robert Livingston?

31 de outubro: “Dia Frankenstein”. A famosa história da criatura e de seu criador, “Frankenstein”, foi originalmente escrita por Mary Wollstonecraft Shelley quando ela tinha 21 anos. O “Dia Frankenstein” comemora seu aniversário, e celebra todas as coisas relacionadas ao seu famoso personagem.

Fontes: Imdb.com, aveleyman.com, eteignezvotreordinateur.com, vintag.es, horror.wikia.com, artofthetitle.com, randar.com, 101horrormovies.com, biography.com, infoescola.com, poetryfoundation.org, classiclit.about.com, literature.org e thecityreview.com.

SCREENS DO FILME

Colin Clive … Henry Frankenstein
Mae Clarke … Elizabeth
John Boles … Victor Moritz
Boris Karloff … The Monster (as ?)
Edward Van Sloan … Doctor Waldman

# país: EUA
# duração original: 70 min
# estúdio: Universal Pictures
# distribuidora: Universal Pictures

54 comentários para FRANKENSTEIN (Tri Áudio) – 1931

  • Aranha  Disse:

    Nossa! post sensacional, qualquer elogio é pouco pelo que voces fizeram, parabens!

    Mas fiquem de olho, porque parece que o 4Shared ta entrando no mesmo esquema do Minhateca, lamentavel isso.

    • Edfilmes  Disse:

      Olá amigo Aranha! Bem, o 4shared já vem adotando a um determinado tempo, um certo limite de 3 GB por conta (ou seja, cada conta free baixa apenas 3 GB diários), mas para resolver isso é muito simples, basta apenas o usuário logar ou criar uma outra conta no mesmo que baixarás sem problemas. No caso do arquivo em questão (a versão menor que está hospedada no mesmo), não terás problemas, pois não chega aos 3 GB e se caso você já tivesse acumulado outros downloads no mesmo que chegasse a esse limite, então bastava apenas logar ou criar outra conta como já relatei.

      Abraços!

      • Don Costa  Disse:

        É isso aí, Ed.
        Por enquanto, as limitações do 4Shared ainda são contornáveis e ele ainda é um bom servidor.
        Mas o fato de ter colocado limitações me deixam com o pé atrás, pois ele pode radicalizar estas limitações ou impor novas à qualquer momento.
        Muito obrigado por ter esclarecido esse ponto ao marujo Aranha.
        Abraços.

    • Don Costa  Disse:

      Olá Aranha.
      Eu estava substituindo o 4Shared pelo minhateca quando fomos surpreendidos pelo golpe dado por aquele servidor.
      Continuo procurando por um servidor confiável, que não apague arquivos e que facilite ao máximo a vida de quem fizer o download. Isso elimina qualquer servidor que apresente limite de velocidade para contas gratuitas ou que exija digitar a verificação do captcha para liberar o link (depositfiles, uploaded, etc.), pois me parece um contrassenso eu disponibilizar um arquivo para download e, ao mesmo tempo, hospedar este arquivo em um servidor que dificulte este download.
      Por incrível que pareça, apenas o Mega possui todas as características que procuro. Logo ele que é uma ressurreição de um servidor que foi apagado junto com trilhões de terabytes de arquivos. Por sua estabilidade, eu o uso para disponibilizar os arquivos maiores. mas não posso confiar totalmente nele, principalmente devido ao que já aconteceu antes. Então, para os arquivos menores eu procuro uma outra opção, pois em caso de nova tragédia, os marujos terão a opção de baixarem a versão reduzida.
      Encontrei o pCloud que parece ser muito bom.
      Minhas próximas postagens o terão como opção para os arquivos menores, em substituição ao 4Shared.
      Vamos ver quanto tempo dura.
      Grato pelo comentário.
      Abraços.

      • SERAFIM.WILLBEND  Disse:

        perdi 3 contas mega pela mudança do ig.com.br 150gb de backups, fora que tinha dia a ultima vez que upei pelo mega ele limitou o upload a 40kps, quando o normal 280kp/s e muitas vezes diminuia ao ponto de cair comecei a dividir em partes de 200mb e arquivos upados por voce conta como se estivesse baixando de outra conta, grato

    • SERAFIM.WILLBEND  Disse:

      use o citrio e tera conta premium inlimitada baixe ele é similar chrome

      • Don Costa  Disse:

        Olá Serafim!
        O comentário que eu fiz em relação aos servidores já tem quase um ano e muita coisa mudou. Para pior. Até o Mega começou a impor limitações que não existiam até o ano passado. Eu ainda o utilizo porque ele tem uma boa integração com o JDownloader e, a partir desse gerenciador, ele mantém as boas características desse servidor para quem faz o download. E essa será sempre a minha prioridade. Facilitar ao máximo a vida de quem baixa. Mesmo que eu tenha alguns problemas para upar, esses problemas serão enfrentados uma única vez por mim, enquanto as dezenas de marujos que baixam terão, apenas, que clicar no link e baixar. Hoje utilizo o Mega, o Pcloud e o Meocloud. Todos possuem as características que eu procuro, mas o Pcloud apresentou um defeito. Quando o fluxo de downloads é grande demais em um tempo relativamente curto de tempo, ele bloqueia os arquivos e você só pode baixá-los se abrir uma conta e transferir estes arquivos para lá. Então já estou procurando um substituto.
        O minhateca e o 4shared estão fora de questão devido às atitudes que tomaram anteriormente. O minhateca enganou todo mundo quando mudou de “gratuito” para “pago” num verdadeiro ato de estelionato. Não perdi dinheiro diretamente, mas perdi tempo para reupar tudo o que tinha lá, além dos gastos com energia elétrica e outros ítens indiretos. Além disso, ter que cadastrar e-mails para poder fazer downloads vai contra as características que procuro em um servidor.
        O 4shared tem apagado sistematicamente partes de arquivos guardados no servidor, com a clara intenção proposital de inutilizar o arquivo inteiro, numa atitude no mínimo questionável.
        Eu o agradeço muito pela informação de como se conseguir uma conta premium no 4shared, mas estou trocando os links em todas as minhas postagens que ainda tenham arquivos neste servidor e não pretendo utilizá-lo novamente. Aliás, recomendo à todos que NÃO UTILIZEM O 4SHARED, pois perderão arquivos.
        Ao mesmo tempo, não tenho como recomendar nenhum servidor, pois todos eles apresentam um ou outro problema, ou para quem upa, ou para quem baixa.
        Por enquanto continuo com o Mega, mesmo com os seus defeitos. Mas se ele colocar mais limitações do que as que já existem, vou ter que pensar em uma alternativa.
        Obrigado pelo comentário.
        Abraços.

  • Claudiomar J.S.  Disse:

    Classico dos classicos, belo post da dupla Don Costa & Johnahex, compartilhando aqui com meus colegas…^^

    • Don Costa  Disse:

      Como vai, Claudiomar?
      Os maiores créditos vão para o Jonhahex que conseguiu o raríssimo áudio da AIC.
      Não sei como ele consegue estas relíquias, mas todos os nossos agradecimentos para ele.
      De todos os clássicos da Universal, este é o mais icônico. Todas as referências que temos de Frankenstein e muitas das referências que temos sobre histórias de terror e cientistas loucos, convergem para ele. Seu impacto foi tão grande que suprimiu a obra original. Ninguém associa o personagem da obra de Mary Shelley com nenhuma outra imagem a não ser a que aparece no filme.
      São poucos os filmes que, mesmo hoje em dia, conseguem fazer isso.
      Grato pela mensagem.
      Abraços.

  • fredpillon  Disse:

    Ótimo! Muito obrigado mesmo.

    • Don Costa  Disse:

      Eu é que agradeço pelo apoio dado pelos marujos em cada uma de minhas postagens.
      Há vários comentários interessantes em cada filme postado, e eu acabo aprendendo um pouco mais sobre todos eles.
      Obrigado pelo comentário, Fredpillon.
      Abraços.

  • C,TaxiDriver  Disse:

    Fantástico Don Costa, gosto muito desse filme, foi o segundo filme em preto e branco que vi, nunca esquecerei dele, esse será o filme de hoje.

    Obrigado a você pelo excelente remaster,que ficou show e ao Joel pelo áudio da dublagem clássica, Meus Parabéns !!!

    • Don Costa  Disse:

      Boa tarde C,TaxiDriver .
      Não há quem não goste deste filme.
      É daqueles filmes que só ficam melhores com o passar dos anos. O aumento da qualidade da imagem utilizando as tecnologias mais modernas o deixam ainda mais especial. E foi fantástico o trabalho feito pela Universal na restauração deste filme. Mesmo com frames perdidos (você nota que, às vezes, a imagem do filme dá um pequeno salto, fruto da retirada de alguns frames), é possível ter a mesma visão que tiveram os espectadores à época de seu lançamento, com uma imagem limpa e definida.
      Pena que eu não tenha conseguido limpar todo o chiado do áudio da dublagem clássica, pois se eu limpasse mais, perderia ainda mais a já quase inaudível sonoplastia apresentada. Porém alguns gostaram do chiado, pois o filme ficou ainda mais parecido com aquela primeira exibição que marcou a infância, numa tv analógica de 20 polegadas, em preto e branco e imagem ruim. Algumas ainda necessitavam de um transformador entre o aparelho e a tomada, para acelerar o aquecimento dos válvulas. É um charme extra.
      Obrigado pela mensagem e um grande abraço.

  • Claus  Disse:

    Grande Don Costa!! Sempre nos dando informações preciosas sobre suas produções postadas, com certeza um “plus” indispensável para cinéfilos como eu.. Eu sempre fui fissurado em cinema, comprava a revista SET e vidrado nos bastidores e informações sobre os filmes antes mesmo de assistí-los, o que me dava aquele gostinho especial e, acreditem, ainda dá.

    Como sempre, muito obrigado por compartilhar este grande clássico, agora rico em detalhes e extras, e ao Johnahex, pela contribuição da dublagem clássica da AIC.

    Vocês como sempre mandando muito bem, meus parabéns!!

    • Don Costa  Disse:

      Olá amigo Claus!
      De fato, a SET era a maior referência para os cinéfilos na era pré-internet. Reportagens sensacionais e profissionais gabaritados para nos fornecer as mais importantes informações sobre cada produção. Hoje ela pareceria totalmente obsoleta frente à facilidade com que obtemos essas mesmas informações, através de pesquisas na rede, criando nossas próprias reportagens.
      São novos tempos, mas, para mim, as revistas deixaram um legado. Foi a partir de anos de leitura de revistas, quadrinhos e livros que desenvolvi meu estilo de escrita e esse método de montar as minhas postagens. No geral, tento imitar a editoração daquelas antigas revistas. Devo estar me saindo bem. Parece que o resultado agrada.
      Muito obrigado pelo comentário.
      Um grande abraço.

  • Johnahex  Disse:

    Frankenstein de Mary Shelley.Não é querer ser machista ou desprezar talento,mas até hoje tenho minhas dúvidas da originalidade dessa autora de 21 anos.Muitos tiveram inspirações em algo,até mesmo Bram Stoker se inspirou em relatos de lendas pra escrever Dracula.Com certeza Mary ouviu falar desse tipo de experiência macabra ou até mesmo pode ter conhecido um tal de “Victor Frankenstein”,mas tudo bem,o que importa é que é uma grande história de ficção.Don, só tenho que aplaudir de pé sua fantástica postagem!!!

    • Don Costa  Disse:

      Grande Jonhahex.
      Quem tem que agradecer alguma coisa aqui sou eu, pelo raríssimo áudio disponibilizado.
      Mas, Joel, se você notar a forma como o livro foi escrito, as palavras, as frases, o roteiro, a história em si, notará que ela possui uma suavidade pouco comum aos autores masculinos, mesmos os que escreviam sob o uso de pseudônimos femininos. Diferentemente do filme, a história de Shelley é muito mais um drama/romance do que uma história de terror. Note que é uma visão feminina, quase maternal, que guia a saga da criatura sem nome, onde ela descobre a rejeição, o desprezo, a solidão, a aceitação, a amizade, a bondade e, por fim, o amor. É nesse turbilhão de sentimentos que a criatura pede ao seu criador que lhe faça uma companheira, caindo em ira e desespero quando não é atendido. Os assassinatos são uma consequência que, nesta altura do livro, soa como algo muito radical, pois acabamos esquecendo de que a criatura é um monstro montado a partir de cadáveres. O relacionamento entre criatura e criador é quase como a de um pai com seu filho rebelde, que enlouquece. Essa parte mais sentimental desaparece em todas as adaptações que não seguiram o livro mais de perto, como nesta versão postada aqui. Geralmente são produtores ou diretores masculinos que trazem a história mais para o lado do terror.
      É claro que Mary Shelley não partiu do zero. Histórias de mortos voltando à vida existem desde que a humanidade tomou consciência da morte – vide algumas histórias e lendas sobre o médico e alquimista alemão Paracelso (alguns acham que ele foi uma das inspirações da história de Shelley), assim como Frankenstein é um sobrenome bastante comum na região germânica. Assim, ela pode ter se inspirado em diversos elementos dos séculos anteriores para criar sua história.
      Mas na essência, o roteiro parece ter sido, sim, escrito por uma mulher. No caso, Mary Shelley.
      Obrigado pela mensagem, amigo.
      Um grande abraço e até a próxima postagem.

  • farra4ever  Disse:

    Obrigado.

    • Don Costa  Disse:

      Sempre à disposição, amigo farra4ever.
      É sempre bom tê-lo prestigiando nossa postagens.
      Muito obrigado pela mensagem.
      Abraços.

  • Thiago  Disse:

    Don, já estava com saudade de suas postagens completíssimas. Parabéns por mais um grande lançamento. Este filme é um clássico e merecia uma RMZ deste porte. Grande abraço!

    • Don Costa  Disse:

      Como vai, Thiago?
      Esse é um daqueles clássicos que não poderiam faltar no acervo do Tela. É incrível a quantidade de ícones do cinema de terror que surgiram, exatamente, neste filme. Pense na imagem daquele cientista louco que trabalha solitariamente em um castelo. Surgiu aqui pela primeira vez, e hoje você encontra tal figura até na revista da Mônica.
      Qualquer um que goste de cinema, independentemente de sua predileção por gênero, deve ter esse clássico em sua videoteca.
      Ainda mais com a dublagem clássica, presente do nosso amigo Johnahex.
      Coisas assim, só aqui no Tela de Cinema.
      Grato pelo, comentário.
      Grande abraço pra você.

  • Kroco Mazo  Disse:

    Pra mim a senha não deu certo.

  • cidadaok  Disse:

    Don Costa e Johnahex,
    obrigado por este belo clássico.
    E com a magnifica dublagem Clássica da AIC.
    Abraços.

    • Don Costa  Disse:

      Boa noite, cidadaok!
      De fato, um filme como este clássico do cinema não seria o mesmo sem a sua dublagem original. Apesar de tecnicamente perfeita, a redublagem não consegue resgatar a mesma emoção que sentimos ao assistirmos ao filme pela primeira vez, ainda com a dublagem da AIC.
      Agora, o marujo Johnahex e o Tela de Cinema nos proporciona a possibilidade de vislumbrarmos essa obra em toda a sua plenitude, com todos os áudios e em alta definição.
      Só mesmo aqui na grande família do Tela.
      Muito obrigado pela mensagem e um grande abraço.

  • LeoMarques21  Disse:

    Somente a parte 2 não está disponível no 4shared.

    • Don Costa  Disse:

      Boa tarde, Leo Marques!
      O 4shared indisponibilizou o arquivo sem motivo aparente. Esse servidor vem apresentando problemas desde o ano passado e isso já aconteceu algumas vezes com arquivos meus. Por esse motivo eu estou deixando de utilizá-lo em minhas postagens. Eu não tenho mais as partes do arquivo menor, que foi onde ocorreu a falha. Então terei de reencodar, compactar e reupar o filme novamente e isso vai levar alguns dias. Infelizmente, os novos arquivos não serão compatíveis com as partes que você já baixou e terá de baixá-los todos novamente. Caso não queira esperar, você ainda tem a opção de baixar o arquivo maior pelo Mega, que está funcionando normalmente. Sinto pelo incômodo, mas são situações que fogem ao nosso controle. Assim que eu reupar os arquivos a postagem será atualizada. Fique de olho na página inicial do site.
      Muito obrigado por avisar-nos sobre o problema.
      Abraços

  • xandy_jpv  Disse:

    Parabéns pela belíssima postagem!!!
    Tenho o áudio do filme Comboio (dublagem rara da Herbert Richers – BAND). É um áudio de fonte analógica, eu não tenho tempo hábil para trabalhar neste projeto (estou fazendo minha faculdade EAD de engenharia). É do interesse de vocês (Dom Costa ou Johnahex) realizarem esta remasterização e sincronização? Aguardo uma resposta. E novamente, parabéns pelos belos trabalhos postados aqui no teladecinema!!! Abraços

    • Don Costa  Disse:

      Como vai, Xandy?
      Eu pegaria este áudio com todo o prazer, mas a fila de remasterizações aqui está enorme. Além de duas temporadas do seriado “Batman” e de mais de quatro temporadas de “Além da Imaginação”, eu tenho quase quarenta filmes na fila, sendo que vários estão comigo desde o ano passado e ainda não tem previsão de postagem. Assim, qualquer áudio que eu pegar agora só será postado no ano que vem. Se você não tiver pressa, fique à vontade para mandar pra mim. Mas se quiser ver esta postagem ainda este ano, recomendo que envie à outro remasterizador desta grande família que é o Tela de Cinema.
      Muito obrigado pelo comentário e por confiar no meu trabalho para cuidar do seu áudio.
      Um grande abraço pra você.

  • jefspfc  Disse:

    vou fazer backup no 1fichier e uptobox, se no futuro precisarem só me pedir

  • falcao666  Disse:

    Magnífica postagem, uma obra de arte, parabéns Don Costa & Johnahex pela excelente postagem desse clássico de terror que apavorou muita gente num passado não tão distante.

    • Don Costa  Disse:

      Muito boa noite, Falcão!
      O filme é pioneiro em muitos aspectos. Entre eles, criou a imagem clássica de um dos mais famosos monstros do cinema e também moldou o perfil do “cientista louco padrão” (se é que isto existe). É daqueles filmes que já se tornaram eternos e, prestes a completar um século, continua assustando com a sua história limítrofe entre vida e morte.
      Muito obrigado pela mensagem.
      Forte abraço.

  • sidneyursini  Disse:

    Muito bom, parabéns. Esta versão maior não consegui descompactar. Dá problema na parte 1. Já baixei mais de uma vez e deu a mesma coisa. A versão menor está normal. Obg.

    • falcao666  Disse:

      Faça o esquema que está no post para arquivo corrompido ou use o 7zip para descompactar que dá certo.

    • Don Costa  Disse:

      Oi Sidney.
      O Mega está apresentando grande instabilidade com os navegadores. Recomendo sempre baixar os arquivos através de gerenciadores de download como o JDownloader, pois assim os problemas serão minimizados.
      Mas, como o amigo Falcão disse acima, você não precisa fazer o download da parte 1 novamente. Como eu mando meus arquivos com dados de recuperação embutidos em cada uma das partes, basta você seguir o procedimento descrito no tópico “Em Caso de Arquivo Corrompido”, que está localizado logo abaixo das amostras de dublagens.
      Por favor, avise-nos quando conseguir resolver o problema.
      Muito obrigado pelo aviso e pelo comentário.
      Abraços.

  • fabriciosapatin  Disse:

    Saudaçoes á tripulação do teladecinema,o filme por si já nos proporciona grande prazer,MAS,com tantos detalhes,livro HQ,cartazes,só nesta embarcação.obrigado á todos vcs,Baixando para trocar pelo meu de baixa qualidade!Valeu.

    • Don Costa  Disse:

      Boa noite Fabrício.
      O Tela de Cinema é formado majoritariamente por marujos apaixonados pela sétima arte. Por isso é comum você encontrar arquivos únicos e postagens com ítens extras como as que existem nesta aqui.
      Mas, de fato, essas são características próprias do Tela de Cinema, e dificilmente você encontrará em algum outro site o que você encontra aqui.
      Muito obrigado por comentar.
      Abraços.

  • carlos andre  Disse:

    Nossa mãe… que baita post!!!! Para quem é fã do gênero, um deleite sem igual. Parabéns aos marujos Don Costa e Johnahex, responsáveis por buscar essa rara dublagem da AIC-SP e por nos presentear com tamanha qualidade. Sei que será pedir demais (como se já não bastasse a completude do post), mas haveria a possibilidade de postar o DVD-R deste filme com a dublagem clássica da AIC-SP inserida, já que neste DVD-R temos um documentário sobre o filme e sua produção pra lá de completo. Grato mais uma vez e parabéns pelo excelente trabalho!!!

    • Don Costa  Disse:

      Olá Carlos.
      Todos os méritos ao marujo Jonhahex que nos presenteou com a raríssima dublagem clássica deste filme. Se não fosse por ele a postagem não existiria.
      Eu não tive acesso ao DVD com o documentário sobre o filme e nem mesmo ao documentário separado. Mas caso eu encontre este ítem, o postarei também em uma futura atualização.
      Muito obrigado pela mensagem e pelas palavras simpáticas ao nosso trabalho.
      Abraços.

      • Johnahex  Disse:

        Nunca ouvi falar desse DVD que inclui como extra, esse documentário.Seria genial para completar de vez essa obra clássica!Obrigado Carlos e claro,Don pelo re-lançamento,muitos perderam ou nem sabiam dessa postagem.

        • carlos andre  Disse:

          Olá Marujos. Este DVD-R do Frankenstein (1931) que inclui menus animados e extras especiais saiu aqui no Brasil pela Universal numa edição especial em meados de 2004/2005. Além de poder ativar durante o filme comentários do historiador de Cinema, o DVD-R traz algumas preciosidades, como trailer original, arquivos do filme, um curta metragem exibido na época (cujo título é “BOO”) e um documentário de 45minutos de duração com curiosidades sobre o filme, intitulado “Frankenstein, Como Hollywood Fez um Monstro”. Seria um deleite total se pudesse inserir neste DVD-R a dublagem clássica da AIC-SP, pois teríamos um documento definitivo do filme para nós, brasileiros. Não sei fazer a inserção da dublagem em um DVD-R original completo, caso contrário já a teria feito e disponibilizado aqui. Se for possível “realizar este sonho”, segue aqui o link do referido DVD-R:
          https://mega.co.nz/#F!WkoDATrZ!igPk2JbodB3x7JdJ7YfwSg
          Qualquer problema posso postar novamente. Grato marujos, pela atenção e consideração. Vocês são nota 1000!!!!

          • Don Costa  Disse:

            Muito obrigado por enviar o DVD, Carlos.
            Eu não poderei criar um DVD-R completo como você solicitou, pois a criação de um DVD autorado foge aos meus conhecimentos. Além disso, um DVD-R não comportaria o filme em alta definição disponível na postagem, pois a codificação VOB utilizada para criar o DVD aumentaria demasiadamente o tamanho dos arquivos. Eu não tenho conhecimento técnico de como resolver estas questões e criar este DVD com os menus animados, dublagens e extras, mas há outros marujos no Tela que fazem grandes trabalhos em DVD-R.
            Então, eu vou postar todos os extras do DVD em pastas separadas e disponibilizá-los nesta postagem como material extra. Assim, todos terão acesso ao material e algum marujo craque em autoração poderá se interessar em criar esse DVD completo.
            Novamente obrigado pela colaboração.
            Abraços.

            • carlos andre  Disse:

              Eu é que agradeço, marujo Don. Fico contente em poder contribuir para este post. E se alguém se interessar e puder fazer a autoração do DVD-R mantendo-se as características e incluindo a dublagem clássica da AIC-SP já fico agradecido. Abraço.

  • sidneyursini  Disse:

    Agora consegui extrair o arquivo. Obrigado a todos.

    • Don Costa  Disse:

      Muito obrigado por avisar que conseguiu descompactar, Sidney.
      Esta informação é importante para que saibamos como está a integridade dos arquivos, e também serve de guia para outros que venham a ter o mesmo problema.
      Abraços.

  • Orion.Carnage  Disse:

    baixei a versão maior com 4GB e deu erro na part01 e part18 baixei novamente e deu erro novamente na part01,
    então fiz o processo de recuperação de arquivo no winrar com a part01 e deu certo. extraiu normalmente.
    qualidade da imagem está sublime, perfeita.
    muitíssimo obrigado por esse clássico maravilhoso agora com uma qualidade formidável.

    • Don Costa  Disse:

      Boa tarde, Orion.Carnage.
      Sou eu quem te agradeço por prestigiar o nosso site e pelas informações passadas sobre os problemas que teve com a extração do arquivo. Elas são importantes até para servirem de guia aos demais marujos que enfrentarem o mesmo problema.
      O Mega está apresentando grandes problemas com todos os navegadores. Muitos downloads são interrompidos ou ficam incompletos. Alguns são salvos corrompidos. Mas é bom saber que os danos são resolvidos pelo processo de recuperação dos arquivos. É mais um motivo para que eu continue postando os arquivos dessa forma.
      Recomendo sempre que utilizem gerenciadores de download para baixarem arquivos, não apenas do servidor Mega. A utilização de gerenciadores, como o JDownloader, minimiza os problemas de compatibilidade.
      Tenha uma boa semana.
      Abraços.

  • Danx  Disse:

    Obrigado por postar…Adorei a fotografia do filme…

    • Don Costa  Disse:

      Como vai, Danx?
      Este foi um dos primeiros filmes sonorizados e os cineastas ainda estavam se adaptando à esta nova realidade. Muitos ítens existentes nos filmes mudos ainda deixavam marcas nestas primeiras produções. Entre elas estão as atuações com fortes expressões faciais e corporais e o uso da fotografia também como uma importante ferramenta narrativa e não prioritariamente como um complemento visual ao roteiro. Essa forma de visualizar o filme deixa a fotografia em grande evidência, com seus planos abertos e ângulos precisos, além de uma beleza estética indiscutível, mesmo em um filme em perto e branco. Este tipo de fotografia continuou bastante utilizada, principalmente em dramas e filmes épicos, especialmente depois da introdução das cores no cinema, mas não é mais tão comum nos gêneros terror ou comédia por exemplo.
      Muito obrigado por prestigiar o nosso site.
      Grande abraço.

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