CORRIDA SEM FIM – 1971

TWO-LANE BLACKTOP – 1971
DRAMA
DIREÇÃO: Monte Hellman
ROTEIRO: Rudy Wurlitzer, Will Corry, Floyd Mutrux
IMDb: 7,2
http://www.imdb.com/title/tt0067893/

LEGENDADO

Postado por Sparrow

Dados do arquivo:
Formato: AVI
Qualidade: DVDRip
Tamanho: 395 MB
Duração: 102 min.
Legendas: Português (EMBUTIDAS)
Áudio: Inglês
Servidor: 4Shared (dividido em 2 partes)

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Parte 01: CORRIDA SEM FIM
Parte 02: CORRIDA SEM FIM

SENHA: teladecinema_blog

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Sinopse: Dois homens, conhecidos apenas como Piloto e Mecânico, dedicados exclusivamente ao seu Chevy 55, apostam com um estranho desconhecido uma corrida até Washington, outro lado do país. Durante a viagem a estrada e as experiências vão alterando os rumos dos competidores.





Elenco:
* James Taylor (The Driver)
* Warren Oates (G.T.O)
* Laurie Bird (The Girl)
* Dennis Wilson (The Mechanic)
* David Drake (Needles station attendant)
* Richard Ruth (Needles station mechanic)
* Rudy Wurlitzer (Hot rod driver)
* Jaclyn Hellman (Driver’s girl)
* Bill Keller (Texas hitchhiker)
* Harry Dean Stanton (Oklahoma hitchhiker)
* Don Samuels (Texas policeman #1)
* Charles Moore (Texas policeman #2)
* Tom Green (Boswell attendant)
* W.H. Harrison (Parts store owner)
* Alan Vint (Man in roadhouse)
Ver todo o elenco >>>

Ficha técnica:
# título nacional: Corrida Sem Fim
# país: EUA
# título original: Two-Lane Blacktop
# gênero: Drama
# duração: 102 min
# ano: 1971
# estúdio: Michael Laughlin Enterprises, Universal Pictures
# distribuidora: Boid
# direção: Monte Hellman
# roteiro: Rudy Wurlitzer, Will Corry, Floyd Mutrux
# produção: Gary Kurtz, Michael Laughlin
# música: Billy James
# fotografia: Jack Deerson, Gregory Sandor
# figurino: Richard Bruno
# edição: Monte Hellman

Sobre o filme
* as imagens abaixo não são do arquivo de vídeo postado.

Os personagens não possuem nome. Os diálogos são reduzidos ao máximo e, de preferência, só dizem respeito a carros e a seus componentes mecânicos. O tema é o vazio, vazio interior. Seria comum pensar que qualquer filme com estes atributos merecesse o limbo ou não tivesse importância cinematográfica alguma. Não é o caso de Corrida Sem Fim (Two-Lane Blacktop, 1971, EUA), que se nega a ser um mero filme para virar o retrato de uma geração. Ou melhor, o retrato de qualquer geração jovem e sua eterna apatia.

Dirigido pelo quase desconhecido Monte Hellman, autor independente que teve seu auge no fim dos 60 e começo dos 70, Corrida Sem Fim mostra o submundo da paixão automobilística norte-americana, na forma de um road-movie existencialista. Apesar de possuir um fiapo de trama, não é a história em si que interessa. Um Chevy 55 cinza é o único fator que move O Motorista (vivido pelo famoso cantor James Taylor) e O Mecânico (Dennis Wilson, músico membro do Beach Boys). Ambos conhecem A Garota (Laurie Bird) e partem pelas auto-estradas do oeste americano para cruzar o país. Encontram por acaso G.T.O (o experiente Warren Oates) – reparem que o personagem é denominado com o mesmo nome do conversível que dirige – e apostam uma corrida até Washington. O vencedor ganha o carro do adversário. Contudo, os automóveis, o desafio, o dinheiro em jogo, nada disso importa. As reações dos protagonistas a tudo que os cerca é o mote.

Para entender o porquê da existência deste filme é importante lembrar o contexto histórico. No ano de 1971, toda uma geração hippie que ansiava por uma grande mudança já estava desiludida. A Guerra do Vietnã havia sido moralmente perdida, a confiança nos políticos não existia. E então surge Corrida Sem Fim mostrando uma juventude sem horizonte, que vive por viver, ou melhor, corre por correr. Monte Hellman, porém, não percebeu que fazia um testamento atemporal de qualquer geração jovem e sua letargia quase intrínseca à idade. A falta de nomes próprios aos personagens apenas mostra isso: poderíamos transpor a história para a crise inglesa do começo dos 80 e a falta de perspectiva dos proletários juvenis, ou então a “geração perdida” da década de 90, acéfala graças à contaminação pela tecnologia, que teríamos praticamente as mesmas situações vagas que não levam a lugar algum.

Em termos técnicos, o filme é muito belo. A condução, bastante naturalista, faz a câmera seguir os protagonistas de forma suave, por lugares abertos e
amplos, criando quadros que remetem à solidão e a falta de comunicação entre os quatro corredores – é notável a influência de cineastas como Antonioni na película, ainda mais no modo sutil em que uma cena leva à outra.
Diálogos, aliás, que foram praticamente limados. Há longos momentos de silêncio que chegam a incomodar o espectador. Será que eles não têm o que falar? Parece que os carros modificados – nada parecido com a esdrúxula moda do tunning atual – pulsam mais que seus condutores e os roncos dos potentes motores tem mais a dizer do que as parcas palavras usadas pelos humanos. Nas poucas vezes em que abrem a boca, são para falar das configurações dos automóveis, novas peças, discutir potências, rotações, torques. Quando G.T.O quer contar sua vida, recebe um “Não importa. É problema seu”. É isso que a juventude mais fala: não importa. Ignorar conselhos e experiências é comum graças ao egoísmo e à falta de coragem para admitir a não existência de um norte para suas vidas.

A maior ironia do filme é mostrar G.T.O, o personagem mais velho e que portanto conhece a desilusão e a solidão mais de perto, como o único que tem um mínimo de lucidez. Ao invés dos outros três jovens, é ele que possui sonhos e quer realizá-los. Um verdadeiro soco na nossa cara. Inúmeras são as sequências metafóricas e que podem passar despercebidas pelo espectador. Um exemplo é quando A Garota começa a cantar o refrão de Satisfaction, clássico dos Rolling Stones, em uma lanchonete (“Eu não tenho satisfação…”), ou quando O Motorista explica como é a vida das cigarras para a menina (“Somos mais felizes que elas?”). Quem assiste ao filme, sente que fez parte de uma experiência sensorial inesquecível, um jogo metafísico e filosófico com muito conteúdo.

A frase que poderia resumir o longa é o questionamento de G.T.O aos três jovens: “Ainda estamos correndo?”. O tédio que consome a juventude faz com que cada ato, por mais importante que possa parecer inicialmente, se torne descartável. A corrida que o filme mostra é nada mais do que a vida dos personagens e o questionamento de Hellman é contundente. Correr para onde, para que, e, o principal, por quê? Quando não há horizonte, muitos cruzam os braços e se deixam levar pelo simples desenrolar de suas existências. A cena final brinca com isto e estarrece pela melancolia e o sentimento de impotência para mudar. Estamos fadados a correr, simplesmente.

Fonte: http://cinefilia.net/index.php?option=com_content&view=article&catid=17%3Anba&id=281%3Acorrida-sem-fim&Itemid=68

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