CINDERELA BAIANA (Nacional) – 1998

7 thoughts on “CINDERELA BAIANA (Nacional) – 1998

  1. Em relação à filmes, eu sempre evito dizer que algo é ruim ou mal feito, pois acho um pouco arrogante classificar de forma pejorativa o trabalho alheio. Apenas digo que não gostei, ou me fixo no que a obra tem de bom. Mas algumas pérolas do cinema testam os limites do nosso vocábulo. Simplesmente não encontro nenhuma palavra ou eufemismo que amenize os adjetivos adequados à este filme. Todos os trechos dele que encontrei na internet são, no mínimo, constrangedores. Atuações, roteiro, história, fotografia, enfim tudo que tentamos analisar nos parece absolutamente amador, e até tosco. Dirigido por um antigo diretor da “Boca do Lixo” que tem em seu curriculo pérolas da categoria de “A Menina e o Cavalo” (1983) e “Como Afogar o Ganso” (1981), a falta de cuidado com a produção se estende até no título que aparece na tela: “Cinderela Bahiana” (com “H”), um erro crasso que poderia ser evitado com uma simples consulta ao dicionário.
    Por tudo isso eu classifico o filme como: Simplesmente Imperdível.
    Filmes trash, voluntários ou não, são uma categoria que tem lugar cativo no coração de todo cinéfilo. E esse filme é tão ruim, mas tão ruim (desculpem-me pelo termo) que se torna divertidíssimo. É daquelas coisas que deveriam ser obrigatórias na vida de cada um, para serem feitas antes de morrer, porque valem a pena.
    Porém, para degustá-lo adequadamente, algumas medidas são necessárias. Tenha em mente que você está prestes a assistir à um filme muito ruim, cuja personagem principal é interpretada por alguém que não é uma atriz e que todos os que participaram do projeto o levaram à sério, o que torna tudo muito pior.
    Por último, para manter o charme trash da produção, ele sempre deverá ser assistido com a sua qualidade de imagem e som de VHS-rip, já que uma restauração em DVD ou Bluray tiraria muito da aura da obra.
    Esse filme era difícil de ser encontrado na rede, mas agora poderei, finalmente, assisti-lo por completo (depois de duas ou três doses de Whisky e mais umas quatro doses de coragem, sem gelo).
    Muito obrigado pelo resgate desta obra, Mauro. Todo filme, por pior que seja, merece ser preservado e apreciado por aqueles que desejarem.
    Um grande abraço pra você.

  2. Filme tãããão ruim em todos os sentidos que já é um clássico do cinema brasileiro… Se visto como uma pérola cômica trash até rende um entretenimento, impossível não rir (e ficar passado) com tanta tosquice. Força aí para quem encarar o desafio de aguentar até o fim, e a quem conseguir, meus parabéns! Hehe… Se não conseguir pula pra cena final que é imperdível… Valeu Mauro por compartilhar! 😀

  3. até propria carla nega filme haha imagine a vergonha q ela passou, outra coisa pq sera q proibiram o filme no brasil sendo q nem tem cenas fortes proibiram pq tao ruim ou outro motivo?

  4. Hehehehe…. É mesmo uma tentativa de fazer algo como uma fábula com moral da história e ênfase dos valores perdidos, mas os roteiristas são muito ruins e os diálogos são bem fracos. A parte de final do filme quando ela chega num carrão importado e solta os passarinhos e faz o símbolo da “pomba da paz” diz a frase ” – Todos pequeninos merecem Proteção, Alimentação, Amor e Paz” !!!!
    Até aí fica bonito e a mensagem exibe um sentimento de bonito na cena, mas o fechamento musical é no mínimo “tosco” porque a música usada é um hit do “Tcham” que começa: – PAU QUE NASCE TORTO NUNCA SE ENDIREITA…. DEPOIS DE 9 MESES VOCÊ VÊ O RESULTADO….
    Hehehehe…. que anti-clima pra cena final… Os roteiristas não se entenderam com a direção musical e sentaram em cima… Hehehe…
    Mas vale como um pérola do cinema nacional e digno de um troféu “Ed Woody”….

Deixe uma resposta