A CORRIDA DO SÉCULO (1080p/Dual Áudio) – 1965

“The Great Race” (EUA) – 1965
AÇÃO – AVENTURA – COMÉDIA
DIREÇÃO: Blake Edwards
IMDb: 7,3 – FICHA DO FILME

1080p – HDTV-Rip – RMZ – Dual Áudio + 1080p – Dual Áudio – Versão Reduzida + Trilha Sonora

“NOVOS LINKS – VERSÃO REDUZIDA”

Postado por Don Costa

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ARQUIVO MAIOR:

Formato: MKV

Qualidade:

Vídeo: HDTV-rip, (1908*792) 2,40:1, AVC, 23.976 fps, 4129 kbps.

Áudio:
Português – 44,1 KHz, A_AC3, 2 canais, 320 kbps
Inglês – 48,0 KHz, A_AAC, 6 canais, 400 kbps

Tamanho: 5,15 GB

Duração: 152 min.

Legendas:
1 – Português – automático (placas, textos e partes sem dublagem)
2 – Português – completo
3 – Inglês / selecionáveis

Áudio: Português – Herbert Richers – RMZ / Inglês.

Servidor: Mega (dividido em 27 partes)

ARQUIVO MENOR:

Formato: MKV

Qualidade:

Vídeo: HDTV-rip, (1908*792) 2,40:1, AVC, 23.976 fps, 1000 kbps.

Áudio:
Português – 44,1 KHz, A_AC3, 2 canais, 320 kbps
Inglês – 48,0 KHz, A_AAC, 6 canais, 400 kbps

Tamanho: 1,84 GB

Duração: 152 min.

Legendas:
1 – Português – automático (placas, textos e partes sem dublagem)
2 – Português – completo
3 – Inglês / selecionáveis

Áudio: Português – Herbert Richers – RMZ / Inglês.

Servidor: Pcloud (dividido em 8 partes)

Áudio Dublado: Vagnernoron e Tonha Carvalho

Remasterização e postagem: Don Costa

Agradecimentos especiais aos marujos Vagnernoron e Tonha Carvalho que disponibilizaram o raríssimo áudio dublado deste filme.

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INFORMAÇÕES SOBRE O ARQUIVO:

Esta remasterização usou como base um torrent internacional de um HDTV-rip para o vídeo e áudio inglês (5.1), um DVD-rip com áudio em inglês para preenchimento de trechos cortados em stéreo, um VHS-rip legendado para sincronização inicial e um TV-rip da Globo para o áudio dublado.

Como geralmente ocorrem nestes casos, a Globo executou inúmeros cortes no filme, para adequá-lo à sua grade. A maioria dos cortes não possuem diálogos e puderam ser preenchidos pelo áudio do DVD-rip sem prejuízos ao áudio dublado. Porém, em dois cortes bem grandes, não houve outra solução. Tiveram de ficar sem dublagem, com os diálogos em inglês. As legendas entrarão automaticamente nestes dois trechos. Um deles, de quase 10 minutos, a partir dos 0:29:00 do filme, engloba duas sequências de cenas completas, muito importantes para o roteiro. O segundo grande corte tem mais de 6 minutos, começa a partir de 1:40:00 do filme e também retira duas cenas cruciais da obra.

A remasterização ocorreu em três etapas:

1 – Sincronizar o TV-rip cortado com o VHS-rip completo, identificando os pontos cortados (tamanho e localização);

2 – Alterar o FPS do áudio doTV-rip, já com os cortes identificados, sincronizando-o com o DVD-rip e preencher os cortes com o áudio deste DVD;

3 – Sincronizar e anexar este áudio resultante ao HDTV-rip.

Devido à complexidade do processo e ao estado geral do áudio dublado, ficaram algumas variações na qualidade deste áudio no decorrer do filme, mesmo com os filtros utilizados na remasterização, tais como variações de volume, ruídos de fundo e junções aparentes. Mas a sincronia ficou ótima.

Depois de pronto, eu gerei dois arquivos. Um, maior (5,15 GB), tem uma excelente qualidade de vídeo. Outro, menor (1,84 GB), tem uma qualidade de vídeo quase tão boa, embora as diferenças fiquem evidentes quando ambos são assistidos em equipamentos de ponta. Os dois possuem as mesmas opções de áudios e legendas. A alteração ocorreu apenas na bitragem do vídeo. Para quem tem internet lenta ou quer somente relembrar o filme, o arquivo menor cumpre bem o papel. Mas para aqueles que são fãs da obra ou preferem sempre a melhor qualidade, recomendo o arquivo maior. Lembrando que o o HDTV-rip original tinha mais de 9,5 GB.

 

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Links do arquivo maior – Pasta com os arquivos (Mega):

A CORRIDA DO SÉCULO (MAIOR)

Links do arquivo menor – Pasta com os arquivos (Pcloud):

A CORRIDA DO SÉCULO (MENOR)

Link da trilha sonora: A CORRIDA DO SÉCULO

 

Senha para tudo:  image

TRECHO DE 1 MINUTO PARA VERIFICAÇÃO DE DUBLAGEM:

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Acione as máquinas! Ligue os motores e dê a partida neste filme vencedor do Oscar de Melhores Efeitos Especiais. Os pilotos vão para o oeste, nos carros mais excêntricos do século, para disputar a corrida Nova York- Paris. Eles vão percorrer vários quilômetros, encarar muitas rixas e enfrentar um imenso iceberg na corrida mais divertida dos últimos tempos. Jack Lemmon e Peter Falk são o Professor Fate e seu ajudante Max. Tony Curtis é o bom-moço, Leslie, o Grande e Natalie Wood é a audaciosa jornalista que fuma charutos, Maggie DuBois. Blake Edwards (A Pantera Cor de Rosa) dirige esta ótima comédia, onde os personagens aceitam o desafio de dar a volta ao mundo.

IMAGENS DO FILME:

Jack Lemmon … Prof. Fate
Tony Curtis … The Great Leslie
Natalie Wood … Maggie Dubois
Peter Falk … Max
Keenan Wynn … Hezekiah
Arthur O’Connell … Henry Goodbody
Vivian Vance … Hester Goodbody
Dorothy Provine … Lily Olay
Larry Storch … Texas Jack
Ross Martin … Rolfe Von Stuppe

INFORMAÇÕES SOBRE O FILME:

O filme foi uma homenagem do diretor à todos os comediantes da era do cinema mudo, onde as gagues visuais exigiam muita criatividade e uma boa disposição física. Num universo mudo, só as piadas muito bem encenadas e executadas fariam sentido. Quanto mais simples e diretas as gagues, mais criatividade era exigida do comediante para torná-las engraçadas. Em outras palavras, nem toda tortada na cara tem graça. E todas estas piadas estão presentes no filme. Da briga com o periscópio no submarino às explosões que não matam ninguém (mas rasgam as roupas e deixam todos com uma camada de fuligem), do carro que entra nos trilhos da ferrovia para encurtar caminho e encontra um trem pela frente ao ajudante de vilão desastrado que sabota o próprio carro sem perceber. Não faltou nem a clássica guerra de tortas. A homenagem fica clara logo no início do filme, onde a legenda informa “Para os senhores Laurel e Hardy”. Trata-se da dupla “O Gordo e o Magro”, onde Stan laurel (O Magro) e Oliver Hardy (O Gordo) representam toda a classe dos antigos comediantes. Infelizmente nenhum dos dois comediantes pode assistir à homenagem. Oliver Hardy tinha morrido já em 1957 e Stan Laurel morreu em Fevereiro de 1965, cinco meses antes da estreia do filme.

O filme inspirou diretamente a criação de outro sucesso da década de 60. O desenho animado “A Corrida Maluca” (Wacky Races) em 1968.

Os personagens caricatos e exagerados, os vários cenários por onde passavam os competidores e a comédia escrachada no estilo de desenho animado deixaram os fundadores dos estúdios Hanna-Barbera maravilhados. Os personagens principais estavam praticamente prontos.

O herói de Tony Curtis era um absurdo modelo de perfeição, monocromático dos pés à cabeça e até seus veículos eram totalmente brancos (cavalos inclusive). Bom moço, bom caráter, honesto, competente, eficiente… enfim, perfeito em tudo. Diminuíram um pouco algumas qualidades para não deixarem as corridas muito chatas e criaram o “Peter Perfeito”.

Numa época em que o feminismo começava a se desenvolver, a heroína de Natalie Wood caía como uma luva em uma comédia, onde poderia externar toda a sua rebeldia e liberalidade sem perder o charme e o romantismo. Não admite que precisa ser salva mesmo estando em perigo. Mas também não reclama se o salvamento acontecer. Diminui-se a rebeldia, aumenta-se a feminilidade e temos nossa “Penélope Charmosa”.

O vilão de Jack Lemmon é um caso à parte. Não é um vilão típico, com um passado que o tornou assim. É um vilão pelo simples prazer de ser vilão, inclusive desprezando qualquer vitória que não seja a obtida através de seus discutíveis métodos. Mais desastrado do que assustador, ele é totalmente inofensivo e acaba ganhando a nossa simpatia.

Segundo Joseph Barbera, cofundador dos estúdios Hanna-Barbera, este personagem específico era tão rico que inspirou diretamente não apenas um, mas dois personagens do desenho: o Dick Vigarista e o Professor Aéreo. Isso devido ao seu carro cheio de truques e às outras invenções malucas, como o torpedo teleguiado, o triciclo/balão/dirigível e o carro-foguete. Com a idéia inicial pronta, bastou preencher o restante do grid com outras sete caricaturas homenageando os vários seguimentos do cinema, como filmes de policiais/gangsters (A Quadrilha de Morte), filmes de guerra (O Barão Vermelho / Sargento Bombarda e o soldado Meekley), filmes de terror (Cupê Mal-Assombrado), etc.

Caso tenham alguma dúvida com relação à inspiração de cada personagem, basta compararem as caricaturas que aparecem nos créditos iniciais com os personagens da Hanna-Barbera.

Qualquer semelhança não é mera coincidência.

O filme apresenta a maior guerra de tortas já filmada. A piada era que a roupa que o Grande Leslie usava permanecesse limpa, enquanto todo mundo estava coberto de torta. Tony Curtis foi obrigado a trocar de roupa várias vezes, sempre quando era acidentalmente respingado de pedaços de alguma torta que tivesse atingido alguém. As tortas utilizadas durante a cena eram reais, contendo frutas, creme, chantilly e outros ingredientes. Após esta cena, foram distribuídas para a produção mais de 300 tortas que sobraram. Foram produzidas um total de 700 tortas para essa cena.

O “Hannibal 8” conduzido pelo Prof. Fate era alimentado por um motor Chevrolet Corvair de 6 cilindros e transmissão de 3 velocidades. Seis carros “Hannibal 8” foram construídos para o filme, com um custo de US$ 150.000 cada, três dos quais usou o mecanismo de pinças de elevação, tão frágil que quebrava constantemente. O “Leslie Especial” foi projetado e construído pelo estúdio usando as peças de vários carros.

O carro-foguete, o torpedo do Prof. Fate, e um dos “Hannibal 8” produzidos para este filme, estavam guardados no Museu Volo Auto em Volo, Illinois. Em janeiro de 2010, esses três itens foram vendidos por US $ 350.000 ao Museu Auto Petersen em Los Angles, Califórnia. Outro “Hannibal 8” a um “Leslie Especial” são propriedades da Fundação Stahls Automotive e estão em exposição em seu museu em Chesterfield, Michigan. Tony Curtis, Natalie Wood, Jack Lemmon e Peter Falk autografaram os carros logo após as filmagens. Um outro “Leslie Especial” está em exibição no Museu do Automóvel Tupelo em Tupelo, Mississipi.

Charlton Heston foi originalmente escolhido para o papel de “O Grande Leslie”. Ele gostou do roteiro, considerando-o engraçado, mas teve de desistir do projeto quando o cronograma da produção de “Agonia e Êxtase” (1965), filme em que estava trabalhando, foi prorrogado, adiando o final das filmagens. Tony Curtis, então, conseguiu o papel.

No kit de divulgação para imprensa do filme, Natalie Wood informava que ela teve aulas de esgrima e aulas de equitação, mas que seu maior desafio foi dirigir o modelo Stanley Steamer. A direção era pesada e difícil (“era como conduzir um trator, eu acho”, disse ela) e dar marcha à ré era quase impossível.

Uma cabeça de alce aparece na parede da sala de jantar do Prof. Fate. No entanto, quando o Professor e Max correm para fora da sala você pode ver que o resto do alce fica no hall de entrada, com apenas a cabeça passando através de um buraco na parede.

Quando Prof. Fate, Max, e Maggie DuBois entram na cidade russa, Maggie repete ao professor o que ela já havia argumentado em sua primeira entrevista com o Grande Leslie. Que fala francês, russo e árabe. Ela, então, fala uma frase completa para os habitantes da cidade em russo. Filha de imigrantes russos que, ao chegarem aos EUA mal falavam inglês, o russo era, de fato, uma das línguas faladas fluentemente por Natalie Wood.

Embora não fique claro o ano exato em que a história se passa, ela está situada entre 1901-1909. Este foi um período em que Theodore Roosevelt ocupou a presidência, fato que é sugerido por Maggie Dubois durante sua prisão nas masmorras de Potsdorf. Além disso, a história é baseada em uma corrida real realizada em 1908.

O nome completo do personagem de Tony Curtis (O Grande Leslie) era “Leslie Galant III”

Natalie Wood foi dublada pela cantora “Jackie Ward” (que também usava o nome artístico de Robin Ward) na canção “The Sweetheart Tree”.

O personagem de Natalie Wood, Maggie DuBois, tem um total de 19 trocas de roupa (incluindo o lençol branco).

Na cena em que o prof. Fate e Max estão sendo perseguidos pelo trem, o carro foi anexado à frente da locomotiva por uma curta barra de aço. O trecho também foi preparado para proteger os pneus do carro.

O nome da cidade onde acontece a briga no salão é “Boracho”. “Borracho”, pronunciada da mesma forma, significa “bêbado” em espanhol. Uma vez que a razão pela qual a corrida para na cidade é abastecer os carros, ou dar aos carros um “drink”, temos um trocadilho adicional ao nome.

Este filme é vagamente baseado em uma verdadeira corrida de 1908 de New York à Paris.

O Rally Nova Iorque – Paris de 1908 foi uma corrida automobilística celebrada entre fevereiro e setembro de 1908.

Essa competição foi inspirada no sucesso do Rali Pequim-Paris de 1907. Proposto pelos jornais The New York Times e Le Matin, o início do rally foi marcado para 12 de fevereiro de 1908 , na cidade de Nova Iorque.

Seis equipes de 4 países se apresentaram para a disputa:

França : De Dion-Bouton, com 4 cilindros , desenvolvendo 30 HP, 6600 libras de peso e 7 tanques de combustível com capacidade para 185 galões. Guiado por Bouvier St. Chaffray, Alphonse Autran e Hans Hendrik Hansen;

França : Monobloc, de 4 cilíndros, produzindo entre 24 e 30 HP, peso de 6437 libras e 4 tanques de combustível com capacidade total de 86 galões. Conduzido por Charles Godard, Arthur Hue e Maurice Livier;

França : Sizaire-Naudin, com 1 cilíndro, desenvolvendo 15 HP, peso de 3300 libras e 3 reservatórios com capacidade máxima de 40 galões de combustível. Conduzido por Auguste Pons , Maurice Berlhe e Lucien Dechamps;

Império Alemão: Protos, de 4 cilíndros e 40 HP de potência, 6 mil libras de peso e 6 tanques de combustível com capacidade máxima para 211 galões. Guiado pelo tenente Hans Koeppen,Ernst Maas e Hans Knape;

Estados Unidos : Thomas Flyer, modelo 35, com 4 cilíndros e 60 HP, 5700 libras de peso e 2 tanques com capacidade máxima de 125 galões de combustível. Guiado por George Schuster, Montague Roberts e Harold Brinker

Reino da Itália: Zust, com 4 cilíndros produzindo entre 28 e 40 HP. Peso de 3500 libras e 3 tanques com capacidade para 132 galões de combustível conduzido por Emilio Sirtori;

Cada equipe possuía 3 membros, sendo que as equipes da Itália e dos Estados Unidos levavam um 4º membro, correspondente dos jornais The New York Times e Le Matin.

A largada ocorreu no dia 12 de fevereiro de 1908 em Times Square. Com um tiro de pistola de ouro, o rally é iniciado às 11:15 da manhã. Os veículos partem para Albany, através do Hudson Valley. Nesse trecho inicial o pequeno Sizaire-Naudin teve de desistir em Peekskill , New York, após atingir uma pedra que lhe arrancaria o diferencial. Durante a travessia dos Estados Unidos os demais competidores também enfrentariam problemas. O Monobloc se perderia nas estradas dos campos agrícolas de Iowa , transformados em lamaçais após muitas chuvas, e acabaria desistindo da prova em 17 de março em Carroll, Iowa.

Os outros concorrentes também encontrariam dificuldades. O meio oeste americano tinha diversos trechos intransponíveis, ainda mais no inverno, de forma que a única saída para os competidores foi correr à margem ou por vezes até sobre os trilhos da Primeira Ferrovia Transcontinental.

O Zust acabaria caindo de um pontilhão da Union Pacific, e teve de mobilizar uma brigada de descarrilhamento com guindastes e dezenas de homens que conseguiram retirar o automóvel de lá. O Protos acabaria quebrando em Pocatello, Idaho e, para não perder mais tempo, foi consertado e transportado de trem até Seattle.

O vencedor da etapa americana foi Thomas Flyer que chegou em San Francisco em 24 de março, tendo percorrido a distância entre Nova Iorque e San Francisco em 41 dias, 8 horas e 15 min. Foi a primeira vez que um automóvel cruzaria os Estados Unidos de leste a oeste no inverno.

A travessia do estreito de Bering foi considerada impossível e, assim, os veículos tiveram de realizar a travessia dos Estados Unidos para o Império Russo de navio. Dessa forma, Thomas Flyer, Zust, Protos e De Dion fariam a viagem de Seattle para Vladivostok.

Após uma viagem que contou com uma escala no Japão, os 4 veículos restantes chegariam a Vladivostok em 20 de maio, onde foi acordado que o Protos receberia uma punição de 30 dias pelo transporte de trem. Temendo bandidos e as condições adversas na Sibéria, o De Dion desistiria pouco tempo após a chegada em território russo.

A corrida foi reiniciada com os três competidores restantes (Thomas ,Protos e Zust), que tiveram de enfrentar terrenos mais difíceis por conta do inverno rigoroso. Após ter tomado a dianteira, o Protos começou a perder terreno para o Thomas Flyer enquanto que o Zust ficaria cada vez mais longe deles. O Thomas Flyer passaria o Protos à 3 mil km de Vladivostok. Com o derretimento da neve, seriam formados pântanos quase invisíveis que serviriam para arruinar a vida dos competidores. E foi num desses pântanos da Sibéria que o Thomas acabaria atolando, perdendo a liderança para o Protos.

A viagem na Europa foi facilitada pelas estradas melhores e assim, após passarem pela Alemanha e Bélgica chegariam a França. O Protos chegaria em Paris no dia 26 de julho de 1908. Por conta de sua penalização dupla de 30 dias, acabaria perdendo a prova para o Thomas Flyer, que chegaria 4 dias depois. O Zust chegaria a Paris apenas em 17 de setembro.

OS TALENTOSOS ASTROS QUE DERAM VIDA À OBRA:

Jack Lemmon

John Uhler Lemmon III nasceu em 8 de Fevereiro de 1925, na cidade de Newton, Massachusetts, EUA. Serviu na marinha e iniciou sua vida artística tocando piano em um bar, antes de conseguir o primeiro papel no teatro. Seu primeiro trabalho no cinema foi em “Demônio de Mulher “(1954), com Judy Holliday. Versátil, atuava com a mesma desenvoltura tanto em dramas como em comédias. Ganhou o Oscar de melhor ator por seu brilhante trabalho em “Sonhos do Passado” (1973). Foi o primeiro ator a ganhar dois prêmios de “Melhor Ator” no Festival de Cannes. (Dean Stockwell venceu duas vezes antes no festival, mas ele teve que compartilhar os seus dois prêmios com seus colegas de elenco). Detém o recorde de maior número de indicações ao Globo de Ouro de melhor ator, incluindo atores e atrizes (22 no total). Ele e seu amigo Walter Matthau atuaram juntos em 10 filmes. É frequentemente lembrado por esses papéis, incluindo-se aí, “Dois Velhos Rabugentos” (1993), onde interpretou John Gustafson. Morreu em 27 de Junho de 2001, em decorrência de um câncer na bexiga.

Tony Curtis

Tony Curts nasceu em Nova York, EUA, em 3 de junho de 1925, com o nome de Bernard Schwartz. Filho de húngaros que emigraram para os EUA, serviu na marinha americana e participou ativamente da segunda guerra mundial, inclusive em batalhas no Jápão. Foi creditado como Anthony Curtis em seus primeiros filmes. Entre suas principais marcas registradas figuram o visual de bom moço, o sotaque do Bronx nova iorquino e o cabelo preto com topete. O astro Elvis Presley se inspirou em seu topete após vê-lo nas telas de cinema. Como muitos outros, mudou seu nome Bernard Schwartz para Tony Curtis, devido ao antisemitismo presente em Hollywood. Foi casado com a atriz Janet Leigh de junho de 1951 a 1962. Com Leigh, teve duas filhas: a atriz de televisão Kelly Curtis e a conhecida Jamie Lee Curtis. Adepto da política antitabagista, ajudou os atores Sir Michael Caine e Sir Roger Moore na cura do vício de cigarro nos anos 70. Sofria de uma doença crônica nos pulmões e morreu de parada cardíaca aos 85 anos de idade, em sua casa, no estado de Nevada, nos Estados Unidos. Um de seus personagens mais conhecidos foi em “Spartacus” (1960), interpretando o personagem Antoninus.

Natalie Wood

Natalie Wood nasceu em São Francisco, EUA, em 20 de Julho de 1938, com o nome de Natalia Nikolaevna Zakharenko. Seus pais eram russos emigrados, que mal falavam inglês, e que trocaram o sobrenome para Gurdin depois da obtenção da cidadania norte-americana. Começou a carreira em uma pequena ponta no filme “Happy Land” (1943) aos 4 anos de idade, mas chamou a atenção, mesmo, quatro anos depois em “Miracle on 34th Street” (1947), considerado um clássico do Natal. A carreira continuou intensa e diversificada, atuando em filmes e séries para tv e cinema. Um dos papéis mais famosos foi o de Judy em “Juventude Transviada” (1955), ao lado de James Dean. Ela estrelou mais de 40 filmes para o cinema entre os 4 e 27 anos. Depois ela entrou em uma semi-aposentadoria, só aparecendo em cinco filmes entre os 28 anos e sua morte aos 43. Depois de filmar “O Último Casal Casado” (1980), Natalie começou a trabalhar no Projeto “Brainstorm” (1983), em outono de 1981, com Christopher Walken. Ela não viveu para vê-lo. Em 29 de novembro de 1981, ela estava navegando no iate que dividia com o marido, Robert Wagner, e seu amigo Walken, quando Natalie caiu no oceano enquanto tentava embarcar no bote amarrado ao lado do iate e se afogou. Ela tinha 43 anos. “Brainstorm” foi finalmente lançado em 1983. As cenas de que participou e sua personagem foram mantidas no filme. Ela tinha um profundo medo de se afogar depois de quase morrer em um acidente quando ela era uma garotinha, durante as filmagens de “A Grande Promessa” (1949). Neste episódio, ela fraturou o pulso esquerdo, deixando-o permanentemente enfraquecido e com uma ligeira saliência óssea. Desde então, em todas as suas cenas (mesmo as que aparece com pouca roupa)e demais aparições públicas ela sempre utilizou pulseiras grossas, faixas ou relógios para camuflar o problema.

Seu medo era tão grande que Elia Kazan teve que mentir – prometendo à ela uma dublê – e enganá-la ao fazer as cenas no reservatório de água em “Clamor do Sexo “ (1961). Sua morte à época foi dada como acidental. Mas em 2011, após o capitão do iate “Splendour”, Dennis Davern, escrever um livro no qual afirma que Wagner discutiu com a mulher antes de seu desaparecimento, e que retardou as buscas após a descoberta do sumiço da atriz , o caso foi reaberto. Em um novo relatório sobre os exames efetuados no corpo da atriz, os especialistas destacam que ela tinha hematomas e arranhões no braço, punho e pescoço, e que provavelmente sofreu os ferimentos antes de cair no mar, onde se afogou. Esse novo relatório informa a causa da morte como indeterminada. Como nos EUA o crime de assassinato não prescreve, e uma morte cuja causa é classificada de indeterminada não exclui assassinato como esta causa, o caso continua em aberto.

Peter Falk

Peter Michael Falk nasceu em 16 de Setembro de 1927, na cidade de Nova York, EUA. Seu primeiro trabalho foi de contador público certificado, antes de desistir da vida burocrática e tomar aulas de interpretação com Eva Le Gallienne e Sanford Meisner. Falk enfrentou dificuldades no início da sua carreira de ator devido à um problema físico. Aos três anos de idade, seu olho direito foi removido cirurgicamente, por causa de um câncer. O olho foi substituído por uma prótese. Além do problema da limitação do campo visual (ele precisa virar a cabeça muito mais do que o normal para enxergar o que acontece no seu lado direito), o uso da prótese o deixa quase que permanentemente estrábico, o que limitava as suas expressões. Na nova profissão, seu primeiro trabalho veio somente em 1958 com “Jornada Tétrica”. Mas sua limitação não o impediu de participar de grandes filmes no cinema e de protagonizar um dos maiores sucessos da tv mundial: “Columbo”. O seriado que mostrava um detetive que, ao contrário da maioria dos detetives televisivos da época, revolvia os casos utilizando lógica e dedução, foi um sucesso tão grande que permaneceu por quase três décadas em exibição, entre episódios e especiais. O sucesso do seriado influenciou a família. Sua filha, Catherine Falk é uma detetive particular. Em 1961, ele se tornou o primeiro ator indicado ao Oscar e ao Emmy, no mesmo ano, recebendo indicações de melhor ator coadjuvante pelo filme Assassinato SA (1960) e pela série de televisão “The Law and Mr. Jones” (1960). Em 2008 foi diagnosticado com demência, provavelmente provocada pela doença de Alzheimer. Doença essa, que veio a matá-lo em 23 de Junho de 2011.

Keenan Wynn

Francis Xavier Aloysius James Jeremiah Keenan Wynn nasceu em 27 de Julho de 1916 em Nova York, EUA. Vindo de uma família de atores (seu pai, Ed Wynn, foi um comediante famoso na Broadway e sua mãe, Hilda Keenan, também era atriz), o jovem Keenan não demorou a entrar no mundo das artes cênicas. Começou atuando ao lado de seu pai na Broadway. Seu primeiro trabalho no cinema foi em uma ponta no filme “Ainda serás minha” de 1942. Participou de quase trezentos filmes e séries no cinema e na tv. Entre eles estão: “Um Expedicionário em Paris” (1945), “Alfred Hitchcock Presents” (1958), “Diligência para o Inferno” (1964), “Bonanza “ (1964), “Era uma Vez no Oeste” (1968), “Baretta” (1976) e “Dr. Fantástico” (1964). Neste último, interpretou o Col. ‘Bat’ Guano. Sofria de zumbido (um zumbido crônico no ouvido) durante os últimos anos de sua vida, obrigando-o a usar aparelhos auditivos. Morreu de câncer no pâncreas em 14 de Outubro de 1986.

O diretor Blake Edwards e o compositor Henri Mancini trabalharam juntos em vários filmes de sucesso no cinema, além de “A Corrida do Século”. E não apenas em comédias. O estilo peculiar de Mancini encaixava-se perfeitamente na direção criativa de Edwards. Desde o drama levemente cômico “Bonequinha de Luxo” (1961) até chegar em “A Corrida do Século”, passando pelo hilário “A Pantera Cor-de-Rosa” (1963), Mancini dava o tom do filme já na sua trilha de abertura. Se no filme protagonizado por Audrey Hepburn o clima inicial era de romance e o longa com Peter Sellers pedia um ar de mistério, em “A Corrida do Século” o tom inicial já demonstrava total liberdade humorística, sendo uma comédia-aventura no sentido mais puro das palavras. Ambos conseguiram imprimir uma personalidade tão grande ao filme que, ainda hoje, às vésperas de completar 50 anos, ainda é uma referência no mundo do cinema, sendo incrivelmente atual. Não é qualquer diretor que consegue extrair o máximo dos atores, por melhores que sejam, nem qualquer compositor que consegue captar os sentimentos presentes em cada cena e em cada personagem. Edwards e Mancini conseguiam. E justamente por isso suas obras são tão duradouras, permanecendo na memória de várias gerações de cinéfilos do mundo todo.

PRÊMIOS:

Oscar :
Venceu: melhor edição de som.
Indicado: melhor fotografia, melhor montagem, melhor som e melhor canção (The Sweetheart Tree)

Globo de Ouro:
Indicado: melhor filme – musical/comédia, melhor ator de cinema – musical/comédia (Jack Lemmon), melhor trilha sonora e melhor canção original de cinema.

Fontes: imgarcade.com, en.wikipedia.org, myfreemp3.cc, imdb.com, aveleyman.com, biography.com, noticias.terra.com.br, kidswb.com e theguardian.com

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39 comentários para A CORRIDA DO SÉCULO (1080p/Dual Áudio) – 1965

  • Super Thunder-Man  Disse:

    Grande postagem marujo Don Costa!Parabéns em letras garrafais 🙂

    • Don Costa  Disse:

      Opa, HIPER-ULTRA-MEGA-MASTER-BLASTER-ETUDOMAIS-SUPER THUNDER-MAN (em letras garrafais), tudo bem?
      Esse filme é um daqueles grandes clássicos injustiçados do cinema mundial, só porque é uma comédia. Teve poucas indicações à prêmios, ganhou poucos prêmios dessas indicações, e até hoje, com quase 50 anos, não teve um único lançamento decente em mídias para home-vídeo. Nem o seu DVD veio com extras e, apesar da imagem que abre esta postagem, eu jamais encontrei o bluray para comprá-lo, nem nos sites internacionais. Sorte nossa que a tecnologia evoluiu à tal ponto que tornou viável economicamente a restauração destes filmes para distribuição digital (tv em alta definição e internet).
      Daí a possibilidade de remasterizarmos essas bases (HDTV-rip ou WEB-DL) e fazermos nossos próprios blurays.
      Está longe de ser o ideal, mas já dá para assistir à obra com um pouco da qualidade com a qual ela merece ser contemplada.
      Muito obrigado pela mensagem e tenha uma boa sessão.
      Grande abraço.

  • C,TaxiDriver  Disse:

    Don Costa, Parabéns pelo grande trabalho perante a este filme, é sempre bom ver um grande filme com tremenda qualidade.

    • Don Costa  Disse:

      Olá C,TaxiDriver.
      Se sua internet for boa, recomendo que baixe o arquivo maior.
      De fato o filme é excelente e, apesar do áudio original ser sensacional, a dublagem dele também é de se tirar o chapéu.É uma pena que esta dublagem não exista em melhor qualidade e, talvez, nunca existirá, pois quando, e se, este filme sair em bluray dublado, provavelmente será com uma redublagem.
      Então essa é a função de todos os remasterizadores dessa família que é o “Tela de Cinema”. Tornar acessível à todos os fãs, aqueles filmes que as grandes distribuidoras não lançam. Com dublagens, legendas, extras e tudo mais o que a gente tiver direito.
      Grato pela mensagem e espero que goste do resultado.
      Abraços.

  • Thiago  Disse:

    Amigo Don Costa, que trabalho genial o seu. Não é todo o dia que a gente vê uma remasterização tão minuciosa e cuidadosa como essa. Parabéns pelo sem empenho e dedicação. Lendo sua explicação, vejo o tão trabalhoso foi este projeto. Muito obrigado e tenha um ótimo final de semana. Abraços!

    • Don Costa  Disse:

      Oi amigo Thiago.
      Acho que já comentei por aqui que eu me imponho algumas limitações em meus hobbies para que eles não saiam do controle. São limitações de tempo e financeiras também. Eu jamais cobrarei por eles e nem gastarei com eles. Ou seja, na parte de remasterizações, elas serão sempre feitas nos equipamentos que eu já possuo, utilizando material (ripagens) e softwares gratuitos. Isso torna os programas que eu utilizo bastante limitados, forçando-me à fazer esses malabarismos com várias fontes para obter um arquivo final. Provavelmente, com programas melhores, essa tarefa seria muito mais fácil.
      Mas eu não reclamo. É um passatempo, como montar um quebra-cabeças. Parece, e é, muito trabalhoso, mas também é muito prazeroso. Principalmente quando eu confiro o resultado final.
      Além disso, remasterizações tem uma grande vantagem sobre os demais quebra-cabeças. Elas dão a possibilidade de compartilhar o resultado com os amigos que também amam cinema.
      Espero que você goste tanto do resultado final quanto eu gostei.
      Grande abraço.

  • Scarface  Disse:

    Incrível, Don! Você se supera a cada postagem. Muito obrigado por todo o empenho na remasterização dessa divertidíssima joia, um daqueles filmes que você assiste várias vezes e nunca se cansa. Jack Lemmon simplesmente impagável.

    Grande abraço!

    • Don Costa  Disse:

      Oi Amigo Scarface.
      Eu não sei se é só eu, mas parece que as comédias ficam mais engraçadas quando são filmadas com atores que, embora sejam versáteis, não são comediantes puros. Por exemplo, acho mais engraçadas as cenas de Peter Sellers na pele do inspetor Clouseau, com sua cara de pastel quando faz alguma bobagem, do que as cenas de Steve Martin no mesmo papel (remake).
      E neste filme, os atores estavam sensacionais. Quem vê estes atores em filmes como “Vício Maldito” (Jack Lemmon – 1962), “Esta Mulher é Proibida” (Natalie Wood – 1966) e “Spartacus” (Tony Curtis – 1960) não acredita que sejam os mesmos, tal a liberdade criativa que lhes foi dada para criar os personagens.
      O Grande Leslie parece uma mistura de Casanova, Roger Ramjet e Gastão (Disney). Perfeito e competente em tudo que faz, tem uma sorte absurda e vive com todas as mulheres dando em cima. Sempre coberto de branco da cabeça aos pés (quase ficou invisível durante a nevasca), o rapaz é tão almofadinha que se dá ao luxo de levar um estoque de champagne para um rally que atravessa dois continentes.
      Maggie Dubois é uma sufragista e feminista radical que está há pelo menos meio século à frente de seu tempo. A mulher não pensa duas vezes antes de descer o sarrafo em qualquer obstáculo que vê pela frente. Seja o dono do jornal que foi obrigado à contratá-la à força, seja o nariz do pobre Prof. Fate, atingido por um direto de direita da moça. Já seria um furacão em 1965, imagine no início dos anos 1900.
      Prof. Fate é o típico vilão de desenho animado. Azarado, Fanfarrão e… imortal. Ele passa por explosões (várias vezes), cai de um avião, de um foguete, mergulha nas águas geladas do Ártico e sai falando “_Não doeu, não doeu!!!”. Não interessa o que aconteça à sua volta, sua única obstinação na vida é vencer o Grande Leslie, não importa como. Aliás, importa sim. Tem que ser do seu jeito.
      Todos os atores estão muito bem, mas concordo com você. Jack Lemmon rouba a cena. Ele encarnou os personagens de tal maneira que, em muitos momentos, parecia ser outra pessoa. Tem mais um ponto. Fazer dois personagens cômicos diferentes em um mesmo filme não é para qualquer ator não. Tá explicado o porquê Jack Lemmon é tão celebrado.
      O filme em si é fantástico. Uma comédia em que as piadas estão nas situações e não nas palavras. Como os personagens são praticamente cartunescos o filme não ficou datado. Se fosse lançado hoje ainda assim funcionaria. O desempenho dos atores, a condução firme do diretor, a criatividade dos roteiristas e a sensibilidade do compositor (a trilha sonora não sai da cabeça) tornam o filme uma obra única, que deve ser prestigiada pela maior quantidade de espectadores e com a melhor qualidade possível.
      Espero que esta remasterização esteja à altura da importância do filme e espero que goste do resultado.
      Para você, amigo Scarface, que é fã do filme, recomendo que baixe o arquivo maior. Faz diferença em TVs Full HD.
      Abraços.

  • Claus  Disse:

    Grande Don Costa!! Excelente trabalho! Obrigado por compartilhar esse clássico da comédia de Blake Edwards, que traz um elenco maravilhoso e entretenimento garantido para toda família! Ideal para esta tarde de sábado! Com certeza, uma ótima sessão.

    Abraços 😉

    • Don Costa  Disse:

      Grande Claus!
      Filme fantástico e elenco sensacional.
      Mas, para nós brasileiros, esta obra não estaria completa sem uma dublagem. E neste filme os dubladores mostram porque a dublagem brasileira é considerada a melhor do mundo. Portugal, por exemplo, um país que não tem o hábito de dublar seus filmes (são poucos os casos de dublagem e, quando ocorrem, geralmente são para desenhos ou filmes infantis) até a década de 90 utilizava a dublagem brasileira em suas exibições.
      Em “A Corrida do Século” os dubladores dão um show. E tão marcante quanto a atuação de Jack Lemmon foi a interpretação do dublador Mario Monjardim (Salsicha, Pernalonga, Gene Wilder e muitos outros). captando perfeitamente a personalidade do personagem e seu estado de espírito em todas as cenas. Sim, porque não basta simplesmente ler o texto em voz alta para dublar alguém. É preciso expressar a emoção certa, no momento certo e na entonação certa para que o resultado seja o correto. E neste caso o resultado foi espetacular. Um grande dublador, dublando um grande ator em um grande filme.
      Arquivo para guardar com carinho.
      Grande abraço, Claus.

  • Wagner S.  Disse:

    Don Returns! E em grande estilo, com essa merecida e brilhante remaster. Vou baixar prá ver logo mais. 😀
    Parabéns marujo irmão, abração!

    • Don Costa  Disse:

      Grato, amigo Wagner.
      Voltei pra ficar, pelo menos até quando me suportarem.
      Novamente parabéns pelo excelente trabalho de editoração da postagens, que já é um padrão seguido por você, pelo Ed, pelo Marcos e pelo Capitão. As informações ficam fáceis de serem assimiladas e a leitura se torna bem agradável. O Tela de Cinema é o único lugar da internet com esse excelente padrão. Por isso o site recebe tantos elogios de tanta gente.
      Quanto ao filme, se você tiver TV FULL HD, baixe a versão maior.
      Faz diferença.
      Abraços.

  • FX  Disse:

    Muito Obrigado marujo Don Costa! por este remaster,espetacular!!!

    • Don Costa  Disse:

      Obrigado pela mensagem, Marujo FX!
      Mas o remaster só é espetacular porque o filme é espetacular. É um daqueles filmes em que todos querem participar. A impressão que dá é que os atores se divertiram tanto ao fazê-lo quanto nós ao assisti-lo. E olha que já eram atores com currículos invejáveis.
      Culpa do genial Blake Edwards. Ele já tinha demonstrado toda sua capacidade nos filmes anteriores e isso transmitiu segurança e aguçou a capacidade artística dos atores.
      Imagine você enviando um roteiro para Natalie Wood, no auge da carreira, contendo o seguinte trecho: “_Você estará seminua, sobre uma mesa, cercada por homens de todos os lados e com o corpo coberto por tortas de vários sabores.” Provavelmente ela te faria engolir esse “roteiro de filme pornô fetichista” no melhor estilo Maggie Dubois.
      Mas não com Blake Edwards. Sua direção firme não deixa os filmes que dirige saírem do prumo nem por uma cena. Este aqui é uma comédia pastelão e ficou pastelão do começo ao fim, sem margem à interpretações. Não interessa o que diz o roteiro.
      Uma obra única, agora dublada e com excelente qualidade de vídeo.
      É pra ver e rever várias vezes.
      Grato pela mensagem.
      Abraços.

  • farra4ever  Disse:

    Obrigado.

  • farra4ever  Disse:

    Don, uma curiosidade minha, o imdb diz que este filme é originalmente de 160 min, mas este seu é de 152 min. E esses 8 min para onde foram? A diferença é devido ao fps ou o arquivo que você pegou pelo torrent tinha cortes?

    • Don Costa  Disse:

      Olá farra4ever.
      Filmes com durações superiores à duas horas costumam ter um intervalo à partir da primeira hora para que os espectadores possam dar uma esticada nas pernas, ir ao banheiro, etc. Esse hábito, que surgiu no teatro com suas longas óperas, se perdeu no cinema ocidental, embora ainda exista no oriente, principalmente na Índia, onde filmes com três horas ou mais são comuns.
      Outro fato. Até a década de 60, ir ao cinema era um programa tão glamouroso quanto ir ao teatro, o que pedia uma abertura e um fechamento antes e depois dos filmes. Essa abertura e fechamento, assim como o intervalo, consistia em uma imagem parada, geralmente de cortinas cobrindo parcialmente uma imagem base, com legendas como “Abertura”, ou “Prólogo”, ou “Início”, ou “Encerramento”, ou “Final”, etc, e uma música de fundo. Filmes longos como “A Corrida do Século” ou “Os Dez Mandamentos”, tinham abertura, intervalo e fechamento que totalizavam quase dez minutos e que foram mantidos em seus DVDs e Blurays. “Os Dez Mandamentos” ainda tinha um depoimento do seu diretor antes da abertura, aumentando ainda mais o tempo extra do filme.
      Como um arquivo de alta resolução já tem um tamanho considerável, eu optei por eliminar a abertura, o intervalo e o fechamento presentes no filme, diminuindo o seu tamanho em 5%., uma vez que eles não tinham nenhuma outra função no filme.
      Além disso, o HDTV-rip que usei como base também não tinha tais ítens e eu teria que anexá-los ao arquivo principal aumentando a mão de obra.
      Então não se preocupe. O filme está completo exatamente como mostrado nos cinemas, com exceção dos três itens mencionados.
      Porém, caso queira o filme com abertura, fechamento e intervalo, há uma postagem legendada aqui mesmo no Tela que está com esses três itens:
      http://teladecinema.net/a-corrida-do-seculo-legendado-1965/
      Lá você verá que o tempo coincide com o oficial informado pelo imdb. É um DVD-rip com excelente qualidade e bom tamanho.
      Espero ter esclarecido suas dúvidas.
      Grande abraço.

  • farra4ever  Disse:

    Valeu Don, obrigado pelo filme e pela explicação. Já tinha notado o tal intervalo das cortinas fechadas em alguns filmes antigos mas não sabia o motivo. Valeu mesmo.

  • Vida28  Disse:

    Não consegui baixar em nenhum dos links, por favor me ajudem o arquivo rar dá como corrompido. 🙁

    • Don Costa  Disse:

      Bom dia, Vida28.
      Testei os arquivos e eles estão baixando e compactando normalmente. O que pode ter ocorrido foi ele ter se corrompido durante o seu download. Neste caso, você tem duas opções. Antes de mais nada, identifique qual das partes está corrompida (o Winrar informa isso quando tenta descompactar tal parte). Digamos, por exemplo, que seja a parte 11.
      Opção 1: Exclua somente essa parte 11 que está corrompida e baixe-a novamente, lembrando sempre de salvá-la na mesma pasta onde se encontram as demais partes. Descompacte normalmente.
      Opção 2: Atualmente eu envio meus arquivos com dados para recuperação embutidos, em caso de erros durante o download. Esse sistema de recuperação repara pequenos erros em arquivos corrompidos, deixando-os em condições de serem descompactados. Essa ação evita a necessidade de baixar novamente a parte em questão.
      Para executar essa recuperação faça o seguinte:
      Abra somente a parte corrompida (no caso, a parte 11) no winrar.
      Clique na aba “Ferramentas” e depois em “Recuperar arquivos”.
      Selecione o local para salvar o arquivo e clique em “Ok”.
      Aguarde o final do processo. O programa criará um arquivo recuperado com um nome semelhante à esse, no caso do arquivo do Mega: “fixed.ACdoSTGR19651080HDTVDÁRMZ.part11.rar”.
      Exclua a parte 11 original com problemas, renomeie esse arquivo recuperado para “ACdoSTGR19651080HDTVDÁRMZ.part11.rar” e coloque-o na mesma pasta com as demais partes.
      Descompacte normalmente. Geralmente essa ação resolve o problema..
      Quando tiver algum problema com arquivos compactados no futuro, tente recuperá-los dessa forma. Lembrando que esse método de correção só funciona se o arquivo for criado com esses dados de recuperação embutidos e se os problemas com os arquivos forem pequenos.
      Para evitar problemas com arquivos corrompidos durante o download, utilizem sempre um gerenciador de downloads para baixar esses arquivos. Recomendo o JDownloader2 ou o MiPony.
      Informe-nos se necessitar de mais ajuda e, por favor, avise-nos se os métodos acima foram suficientes para resolver o problema.
      Abraços.

  • edesosa  Disse:

    Falta a parte 5. Favor atualizar o link.

    • Don Costa  Disse:

      Bom dia edesosa.
      O 4shared indisponibilizou o arquivo sem motivo aparente. Esse servidor vem apresentando problemas desde o início deste ano e isso já aconteceu algumas vezes com arquivos meus. Por esse motivo eu estou deixando de utilizá-lo em minhas postagens. Eu não tenho mais as partes do arquivo menor, que é onde ocorreu a falha. Então terei de reencodar compactar e reupar o filme novamente e isso vai levar alguns dias. Infelizmente, os novos arquivos não serão compatíveis com as partes que você já baixou e terá de baixá-los todos novamente. Caso prefira não esperar, você tem a opção de baixar o arquivo maior (pasta no servidor Mega) que está on line.
      Muito obrigado por avisar-nos sobre o problema.
      Abraços

      • edesosa  Disse:

        Obrigado pela sua resposta amigo. Tentei também com Mega, mas agora eles estão fixando limites de descarga grátis por dia (aprox 600 MB). Vou esperar seu novo arquivo similar ao que você fiz antes (mkv 1080p dual audio 1.8 GB). Novamente muito obrigado.

  • Perut  Disse:

    Obrigado pela incrível postagem, cheio de informações. Sem palavras. Nota 10000000….Valeu.

    • Don Costa  Disse:

      Boa noite, Perut!
      A história por trás de cada clássico como este daria outro filme, tão bom quanto.
      Aqui eu coloco somente uma parte das informações disponíveis sobre a produção, pois não haveria espaço para contar todos os acontecimentos dos bastidores, tão rica é sua história.
      A postagem tenta preencher o espaço deixado pelos lançamentos em VHS e DVD, que não trouxeram informações extras a cerca da produção. O filme é uma obra de arte e merece ser vislumbrado mais detalhadamente pelos seus fãs.
      Muito obrigado pela mensagem.
      Abraços.

  • Zachary Foxx  Disse:

    Aos Mestres Vagnernoron, Tonha Carvalho e ao Dr. Don Costa, muito obrigado!!

    Esse filme junto com “Esses Homens Maravilhosos e Suas Máquinas Voadoras” são jóias da comédia pura, simples e sem apelação!

    Impressionante o esmero que o Don Costa tem nas postagens, dá vontade de pegar, fazer um livreto para guardar!!!

    Novamente, MUITO OBRIGADO :D!

    • Don Costa  Disse:

      Oi amigo Zachary!
      De fato, é cada vez mais difícil encontrar hoje em dia comédias tão simples e, ao mesmo tempo, com tamanha qualidade quanto estas que citou. Mesmo as refilmagens de clássicos daquela época ficam muito abaixo do nível mínimo esperado. Um exemplo que tentei assistir uma vez, e não consegui terminar, foi a refilmagem de “O Professor Aloprado” (1996). Um clássico que, nas mãos de um Jerry Lewis se apresenta como uma genial e divertidíssima paródia de “O Médico e o Monstro”, não consegue passar de uma escatológica e constrangedora comédia apelativa com o comando de Eddie Murphy. Veja bem. É somente uma opinião pessoal minha e eu sou minoria nesta questão. Tentando assistir à este filme com meus sobrinhos percebi que eles se divertiam muito com a múltipla performance do astro de “Um Tira da Pesada”. Porém eu, membro de uma geração que já passou da meia idade, não conseguia achar graça em pessoas soltando “puns” a cada trinta segundos em uma mesa de jantar, ou em um homem tendo sua cabeça golpeada repetidamente na borda de um piano. Realmente eu não entendo o humor de hoje em dia.
      Já a maneira que apresento as minhas postagens é um reflexo da forma com que eu guardo meus arquivos. Além de remasterizar e arquivar os filmes, eu sempre monto um pequeno catálogo com estas informações para enriquecer a experiência em assisti-los. Então, estas postagens são apenas o compartilhamento de um pequeno catálogo que eu já faço pra mim mesmo, uma vez que sempre gostei das edições especiais em DVDs e Blurays que sempre vem com esses ítens extras. Há edições de filmes clássicos que chegam ao requinte de possuírem livros sobre os bastidores de cada obra, além de miniaturas dos personagens e outros brindes. Estes extras estão ficando cada vez mais raros, principalmente no Brasil. Então, meu trabalho é somente uma pequena contribuição para tentar preencher o espaço deixado pela falta destes extras nos lançamentos oficiais.
      E os marujos do Tela parecem apreciar este conteúdo.
      Muito obrigado por comentar em minha postagem.
      Um grande abraço.

      • Claus  Disse:

        Peço desculpas por entrar nesse papo amigo Don Costa, mas concordo contigo.. O prazer que tenho ao ver clássicos, principalmente com a dublagem clássica, não é o mesmo vendo filmes de hoje, como o exemplo que citou, O Professor Aloprado.. É um prazer assistir filmes de Jerry Lewis, assisto com minha mãe e morro de rir, e o mesmo não acontece com a refilmagem de O Professor Aloprado, ou tantos outros hoje bem definidos por ti, como escatológicos.
        Um filme que revi (graças aos amigos aqui do Tela) Os Seus, Os Meus e Os Nossos, com Lucille Ball, eu rachava de rir.. Incrível como um filme antigo ainda é capaz de nos causar isso, não é?! E é disto que sinto falta hoje, e é por isso que o Tela é tão importante para mim. Aqui encontro grandes clássicos, remasterizados e em sua maioria contendo a dublagem clássica, e ainda tenho oportunidade de conversar com gente que ama cinema como eu.

        Vlw amigo, continue sempre que puder compartilhando grandes clássicos e experiências que serão sempre muito bem-vindas!!

        Abraços 😉

        • Don Costa  Disse:

          Olá amigo Claus!
          Desculpe-me pela demora em responder, mas estava tendo problemas com a atualização para o Windows 10.
          O que você diz é verdade. Filmes antigos ainda conseguem nos fazer rir, mesmo que eles não sejam da nossa geração. Acho os trabalhos de Charlie Chaplin e “O Gordo e o Magro” sensacionais, sendo que eles são de gerações anteriores à nossa. E olha que, na maioria destes trabalhos, sequer havia diálogos. Então, talvez não sejamos nós que estamos ficando velhos para a comédia atual. Parece que há uma demanda, não aproveitada pelas produtores, por uma comédia mais suave, pura ou mixada com aventuras, musicais e romances. Não me lembro de um lançamento assim nos últimos anos que tenha me agradado.
          Ainda bem que temos um imenso acervo de obras assim que foram produzidas no último século. Dá pra passar a vida inteira revendo essas grandes obras destes gênios da comédia.
          Muito obrigado pelo comentário, Claus!
          Um grande e forte abraço.

          • Mopho Digital  Disse:

            Olá caro Don Costa! maravilhoso trabalho que vc realizou, cumprimentos mil pelo filme, que eu considero uma obra-prima de comédia clássica. Uma dúvida, eu tinha feito há tempos usando vhs, a mixagem, e creio que tenho a dublagem completa aqui, que foi gravada da Warner e não da Globo. Será que vc se interessaria em mixar esses pedaços que faltaram na sua versão? Entre em contato, que te envio o dvd dessa dublagem completa com prazer para vc ok. Abraços!

          • Mopho Digital  Disse:

            Como não tenho como fazer um upload pra vc da dublagem completa, me mande email ou mensagem que combino com vc ok!

            • Don Costa  Disse:

              Olá Mopho Digital!
              Eu me interesso, sim, em mixar este áudio e obter a versão completa.
              Esse filme é uma obra de arte magnífica, e merece ser contemplado em sua totalidade.
              Por favor, mande e-mail para doncosta10@gmail.com que eu te ensino como ripar e upar o áudio.
              Muito obrigado pela colaboração.
              Grande abraço.

  • netsfera  Disse:

    É com imensa felicidade que deixo aqui minha gratidão por esta postagem. Esse filme marcou minha infância. Assisti ele há quase três décadas atrás na Sessão da Tarde da Rede Globo. Acho esse filme maravilhoso. Divertido, com personagens carismáticos e produção extraordinária. Em tempos de “alta definição”, assistir uma JÓIA dessas com a dublagem original e imagem fenomenal é uma emoção que não tem descrição. Se o autor soubesse o quanto seu trabalho será apreciado com louvores eternos e tendo a certeza de que a gratidão é infinita de nossa parte! Puxa vida, amei a chance de baixar esse filme. Quero agradecer também ao TELADECINEMA.NET por ser esse canal de intercâmbio constante da cultura cinematográfica mundial por postar também um rico acervo de curiosidades referente a cada postagem em particular ! MUITO OBRIGADO MAIS UMA VEZ!!!

    • Don Costa  Disse:

      Boa tarde, netsfera!
      O principal objetivo do Tela de Cinema é difundir o compartilhamento abnegado de arquivos, para acesso público, livre e gratuito.
      Com a quantidade crescente de colaboradores, acabam surgindo raridades como a dublagem deste filme, praticamente perdida, e que foi disponibilizada pelos marujos Vagnernoron e Tonha Carvalho a partir de um tv-rip. A remasterização deste áudio em cima de uma imagem em alta definição seria apenas uma questão de tempo. E foi uma tarefa que fiz com todo o prazer, pois o filme é uma obra-prima do cinema, com todo o seu estilo pastelão e personagens caricatos. É daquelas obras que não se importam em seguir à risca os dogmas das escolas da sétima arte, e tem como único objetivo o entretenimento puro. Talvez por isso esses filmes conseguem conquistar adultos e crianças, ou melhor dizendo, crianças de todas as idades.
      Muito obrigado pelo seu comentário.
      Um grande e forte abraço de todos aqui do Tela de Cinema.

  • itamar oliveira  Disse:

    don costa quero parabenizar por tanta dedicaçao nesses filmes classico.seu trabalho até não pode ser reconhecido por alguns mais eles são uma obra de arte.
    obrigado pelas postagens.uma pergunta ,é possivel você colocar essas presciosidades via utorrent.seria muito mais facil para nos fãs.
    obrigado mesmo por tudo .

    • Don Costa  Disse:

      Como vai Itamar?

      O reconhecimento já me foi dado pelo simples fato de me disponibilizarem um espaço para eu poder compartilhar minhas criações. Espaço este oferecido pela comunidade Tela de Cinema, que me acolheu de braços abertos, e à qual sou muito grato desde então.

      Também identifico este reconhecimento nas centenas, e às vezes milhares, de downloads efetuados de cada um dos arquivos postados por mim. Isso quer dizer que centenas ou milhares de pessoas estão prestigiando o meu trabalho, mesmo que de forma silenciosa. Elas baixaram porque gostaram do que viram na página. E este já é um grande elogio ao que eu faço.Inclusive porque saber que estas pessoas estão tendo bons momentos nostálgicos ao assistirem à estas remasterizações me proporcionam uma satisfação tão grande quanto a que eu tenho ao encontrar filmes maravilhosos postados por outros marujos, os quais baixo com frequência. Na prática, compartilhar é uma forma de agradecimento pelos filmes que encontrei e baixei do site.

      Os comentários também são uma forma de reconhecimento e já recebi centenas, inclusive por e-mail. Comentários com elogios, críticas e até com sugestões como a contida no seu.

      Eu considero o torrent a melhor forma de se compartilhar arquivos. Não depende de servidores, os arquivos não se corrompem, quando disponíveis são baixados na velocidade máxima, os arquivos sempre são retomados em caso de interrupção da conexão, etc. Eu mesmo utilizo muito o torrent para baixar meus releases.

      Seria muito mais fácil, também para mim, disponibilizar estes arquivos por torrent, mas aqui no Brasil isto esbarra em, basicamente, duas questões.

      A primeira questão é a falta de solidariedade do internauta em relação ao compartilhamento via torrent. E eu já tive uma péssima experiência neste quesito.

      Eu compartilhava por torrent em uma antiga comunidade no Orkut, onde eu disponibilizava 50GB de arquivos. Durante mais de um ano eu semeei mais de 150GB desses arquivos sem que nunca tivesse surgido um outro “seed” para ajudar, mesmo enviando mais de 3x a quantidade necessária para isso. Quando resolvi parar de semear, até porque isso atrapalhava bastante o uso do computador, surgiram várias reclamações de gente que estava baixando os arquivos e que ele, de repente, não tinha mais “seeds”. Ou seja, muitos estavam baixando, mas ninguém estava semeando. Eles baixavam o que queriam e depois deletavam o torrent. E isso acontece ainda hoje nos sites que utilizam torrents para compartilhar. Infelizmente o brasileiro ainda não aprendeu que é necessário ser solidário para que os torrents funcionem por um longo tempo.

      A segunda questão é técnica. A minha internet é de apenas 1MB, o que me garante um pico máximo de velocidade de download de 125kbps (80kbps na média) e um pico de upload de 35kbps (25kbps na média). Isso quer dizer que, no início da distribuição do arquivo, caso dez internautas esteja baixando ao mesmo tempo, a velocidade máxima alcançada pelo download de cada um deles seria de 3,5kbps (o mesmo que uma conexão discada). Mesmo o arquivo de tamanho menor desta postagem levaria semanas para ter um único download completo, além de ocupar a banda de upload de minha internet durante todo este tempo. Eu não poderia postar mais nada enquanto não surgissem novos seeds ao final deste período. Compartilhar por torrent para quem tem uma internet inferior à 10MB, como eu, é inviável.

      O máximo que eu consigo fazer, e já estou aplicando nas novas postagens, é oferecer mais de um servidor para download, utilizando para isso o upload remoto, que não utiliza a minha própria banda de upload.

      Mesmo assim obrigado pela sugestão, que pode ser adotada no futuro quando a companhia telefônica finalmente liberar novas opções de banda larga para a minha região, coisa que por enquanto não tem data para acontecer.

      Muito obrigado, também, pelos elogios ao meu trabalho e por prestigiar o nosso site. Pode ter a certeza de que continuarei mantendo este mesmo padrão de qualidade em todas as minhas futuras postagens.

      Grande abraço.

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